Atriz entrega o final empoderador de Jasmine em Aladdin

Naomi Scott (Jasmine) pode ter entregado boa parte da trama do remake de Aladdin, em entrevista recente ao Yahoo.

Depois desse ponto, o post pode ter spoilers.




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A intérprete de Jasmine no filme falou sobre as diferenças de sua personagem no desenho animado e no live-action.

“Amo o fato de que o poder agora está em suas mãos, e que ela se torna a sultana”, disse a atriz. “Ela fica tipo, ‘bem, eu sou a chefe, então só vou mudar a lei!’ E ela está ativamente avançando sua própria narrativa. Eu amo isso”.

A atriz ainda falou como isso reflete na história do pai da personagem.

“O fato que seu pai percebe que ‘eu não vi isso antes, mas sim, você é a líder’. Acho que é realmente ótimo ter uma personagem que passa por sua jornada de perceber o que a estava segurando, que ele tinha medo”.

Com isso, já sabemos que, no fim do filme, ela se torna a sultana e muda a lei para poder ficar junto de Aladdin – já que ela só poderia se casar com alguém da realeza.

AdoroCinema entrevistou com exclusividade a atriz para o lançamento do filme, que falou sobre o quão considera importante a adição de uma música-solo no filme, “Speechless”, além de dar detalhes sobre como conheceu Will Smith no set de filmagens. Confira abaixo:

AC: Como você se sente agora como parte do grupo de princesas da Disney?

Naomi: É muito surreal para uma pessoa que cresceu amando a Disney. Minhas princesas favoritas eram a Jasmine e a Mulan, que são mulheres que incorporam a ideia de serem sinceras. Para mim isso é uma honra.

AC: Você se sentia representada como criança? Diria que este papel é um sonho se tornando realidade? 

Naomi: Eu amava a Jasmine quando criança. Para mim, um sonho que está se tornando realidade é a oportunidade de humanizar essa personagem, adaptá-la. É uma grande oportunidade de inspirar a próxima geração com um toque moderno. Acho que isso foi o mais empolgante de tudo.

AC: Você teve liberdade para criar a sua própria Jasmine? 

Naomi: Eu lembro de me sentar com os produtores, com Guy [Ritchie], e a Disney foi bem clara no tom dessa Jasmine. Ela tem uma forte caminhada e não quer viver para pular logo para seu casamento. Ela tem ambição e eu acho que isso é muito importante de ser mostrado. Para mim, ao invés de imitar algo, eu queria honrar a personagem e buscar o sentimento de quando eu assisti Jasmine pela primeira vez, pois eu me senti empoderada. Então, queria não só manter esse sentimento mas modernizar ela, fazê-la mais humana e equilibrada.

AC: Você diria que o filme é uma adaptação 100% fiel à animação?

Naomi: Eu acho que usamos tudo o que funcionava da animação, inclusive as músicas. A história é a mesma e a essência da história também continua a mesma, apenas algumas coisas que foram adicionadas no mundo live-action. Jasmine tem uma serva, Dalia, interpretada pela incrível Nasim Pedrad, e eu acho muito importante ela ter uma amiga e a relação que nós mostramos na tela, porque na animação ela poderia ser uma personagem feminina primordial. Acho que a reedição da nova música “Speechless” também é importante, pois Jasmine tem uma música que realmente representa o amor que ela procura. Ela se abre, encontra sua voz e se posiciona diante daquilo que acredita. Eu acredito que seja uma coisa poderosa, ela dá tudo o que você quer e espera.

AC: Alguma cena te deixou emocionada no set?

Naomi: Ah sim, foi um filme bastante emotivo de fazer. Eu acho que as letras [das músicas] são muito relevantes e se relacionam com outras pessoas. Com a ideia de ser silenciada e paralisada, acho que muitas mulheres podem se identificar com isso, com o momento em que Jasmine decide dar o primeiro passo e ser corajosa. Espero que as pessoas se sintam empoderadas e as meninas mais jovens pensem: “Bom, eu tenho uma voz e a minha voz importa”.

AC: Como você se conectou com “Speechless”?

Naomi: Eu lembro a primeira vez que eu ouvi a música, lembro que fiquei comovida porque, de novo, tem a ver com a letra e a melodia em si. Eu realmente sinto que essa música é para todo mundo. Ela vai estar por aí no mundo todo e espero que as pessoas possam ter fé naquilo que querem. Acho que a música faz o trabalho por você, é uma música emotiva. Ela aparece em um ponto da história onde Jasmine se levanta e deixa de ser silenciada. Com isso, eu queria sentir esperança e raiva também, e assim foi uma mistura dessas coisas no momento.

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AC: Como foi trabalhar com Mena [Massoud] e Will [Smith]? Aconteceu alguma história engraçada entre vocês no set?

Naomi: Eu lembro de quando conheci Will! Nós tínhamos esses chuveiros na academia, eu tinha acabado de tomar banho, estava com uma toalha enorme na cabeça, sem maquiagem. Eu lembro que vi ele e pensei: “Ok, Naomi, você tem que ir em frente”, então eu gritei: “Will!”, mas eu estava tão longe dele, então eu tive que fazer essa longa caminhada para chegar até ele. Nessa hora eu acho que ele estava pensando quem eu devia ser e eu estava pensando: “Ai não, tem uma toalha na minha cabeça, ele não deve ter nem ideia de quem sou eu. Talvez não sejam uma oportunidade tão legal agora”. Aí eu falei: “Will, eu faço a Jasmine” e ele: “Ah, Naomi!”. Foi surreal trabalhar com Will, mas ele realmente é um dos atores mais generosos que já trabalhei no cinema. E eu e Mena, compartilhando isso juntos, foi uma experiência muito divertida, nós amamos. Eu acho que ele fez um ótimo trabalho como Aladdin e realmente incorporou o personagem.

Aladdin chega aos cinemas no dia 23 de maio de 2019.

via terra / observatoriodocinema

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