Êxodo: Deuses e Reis | Crítica 15
Cinema

Êxodo: Deuses e Reis | Crítica

Um homem que desafiou todo um império e sua jornada para libertar seu povo.

Parece que agora os estúdios estão a todo vapor para trazer histórias bíblicas ao cinema. No começo do ano tivemos O Filho de Deus, a história de Jesus Cristo de Nazaré, e agora terminamos o ano com Moisés. Se bem que esse último podia se adequar mais ao filme Noé de Darren Aronofsky. O diretor Ridley Scott (Gladiador) seguiu a mesma formula de Darren, mantendo a essência da famosa passagem bíblica que conhecemos, mas fazendo certas mudanças para adaptar sua versão. 

Moisés não é apenas um homem da realeza, mas também um general e habilidoso soldado. Podemos ver no começo do filme como ele é temido no campo de batalha, com Christian Bale realizando as cenas de ação que o consagraram nos cinemas.

Eu não sabia muito bem como reagir a isso. Sempre tive a visão de Moisés como um homem pacifico e sábio e não como um soldado num campo de batalha. Mas de novo, o diretor tomou certas liberdades na história para mostrar a importância de Moisés. Como o próprio Deus aparecendo para ele e dizendo que ele precisa de um general para libertas seu povo.

Essa não foi a única mudança na adaptação. Moisés discute muito com Deus e mostra desde o início que não concorda com seus métodos, principalmente quando ele ordena a morte dos filhos mais velhos dos egípcios. É meio difícil imaginar um profeta discutindo com seu Senhor, mas o próprio modo como fizeram Deus não foi como eu esperava. Ele aparecia para Moisés na forma de uma criança e não tinha toda aquela aura majestosa e sábia que imaginamos.

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Até mesmo as cenas das pragas e da abertura do mar foram diferentes. Cada uma tinha uma explicação científica, o que eu achei interessante. Era como se Deus agisse através da ciência.

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Acho que estou fazendo muitas comparações, mas a história de Moisés é muito icônica para se tomar certas liberdades.

Dito isso, digo que, apesar de tudo,  Ridley Scott soube como conduzir o filme do começo ao fim. Com grandes cenas e uma profundidade que misturou bem ação, aventura e drama com efeitos especiais de tirar o folego. 

Confira o trailer abaixo:

[[youtube http://www.youtube.com/watch?v=YOemilLpVW0]]

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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