Jon Favreau, diretor de 'O Rei Leão' até mudou a posição do Sol graças à tecnologia 17
Cinema

Jon Favreau, diretor de ‘O Rei Leão’ até mudou a posição do Sol graças à tecnologia

Para comandar a nova versão de O Rei Leão, o cineasta Jon Favreau contou com recursos até então inexistentes que lhe permitiram realizar uma proeza tecnológica.

Rodado inteiramente em realidade virtual (apenas uma cena foi filmada), o longa permitiu ao diretor e sua equipe tomarem decisões que eram imediatamente visualizadas. Com isso, o filme orçado em US$ 250 milhões não pode ser definido como um produto em 3D tradicional.

“Montamos um estúdio com equipamentos modificados para que pudéssemos criar um estúdio virtual, onde o filme seria rodado, no bairro de Playa Vista, em Los Angeles”, conta o brasileiro Bernardo Machado, chefe de finanças da empresa de realidade virtual Magnopus, que desenvolveu a tecnologia e cuja sede está em Los Angeles. “Recriamos o mundo de O Rei Leão em VR (sigla em inglês para realidade Virtual), com todos os animais, savana, árvores, montanhas, sol, Pedra do Rei, etc., A equipe de produção do filme colocava o headset (óculos de VR) e podia andar e voar para qualquer posição, mudar os objetos com as mãos e utilizar as câmeras e equipamentos de luz virtuais para capturar as cenas.”

Na prática, isso significava que, caso Jon Favreau não gostasse da sombra projetada por Simba, ele simplesmente mudava a posição do Sol para dispor da luz necessária. “Se não gostasse do jeito que uma árvore estivesse na cena, Jon podia pegá-la com a mão (utilizando o controle de realidade virtual) e a mudava de lugar Era possível controlar também a posição da câmera, a velocidade do close e o corte que teria. É como brincar de Deus, pois você controla literalmente tudo.”

Em entrevista ao programa de entrevistas de Jimmy Kimmel, Favreau contou que o princípio da técnica era o mesmo utilizado nos anos 1940, ou seja, o longa foi rodado por uma equipe tradicional de técnicos, que trabalhou em um mundo virtual em três dimensões.

“Os ambientes vistos no filme foram criados por computador e as atuações foram animadas quadro a quadro, como se fazia na época de Bambi”, comentou o diretor, reforçando a importância de sua experiência em Mogli – O Menino Lobo para se sentir à vontade em O Rei Leão. “Foi um excelente aprendizado, especialmente para trabalhar com live-action e transformar os arquivos digitais em Realidade Virtual no jogo cinematográfico. Fizemos um filme dentro da realidade virtual.”

via metrojornal

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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