Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica 7
CinemaCríticas de Filmes

Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica

Você gosta de Dinossauros? Se a resposta foi positiva, tenho quase certeza que Jurassic Park, de 1993, foi um dos responsáveis por isso.

Depois do “requel” de 2015, que trouxe novos ares para a franquia, Jurassic World: Reino Ameaçado tem a difícil missão de continuar o legado de Steven Spielberg, que agora assina como produtor executivo do filme, e a direção ficou por conta de Juan Antonio Bayona, que deixou sua marca mais dark no filme, e se pudesse destacar a grande diferença entre os dois filmes, seria essa, pois Reino Ameaçado está muito mais dark (e em algumas horas tem até alguns momentos de terror, característicos Bayona).

Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica 8

A trama do filme se passa quatro anos após o fechamento do Jurassic Park, com um vulcão que está prestes a entrar em erupção, colocando em risco a vida na lha Nublar.

Olhando por esse lado já é uma história conhecida dos outros filmes, pois o local está totalmente tomado pelos dinossauros, e diante dessa situação, Claire (Bryce Dallas Howard) convoca Owen (Chris Pratt) a retornar à ilha com ela para resgatar os dinossauros. O desfecho disso você já pode imaginar … muitas cenas de ação, e os dinossauros “chegando” ao mundo dos humanos.

O personagem de Chris Pratt (Owen) continua no mesmo patamar que o outro filme, já Bryce Dallas Howard (Claire) melhora um pouco no quesito atuação, na química com seu “par romântico”, com destaque para o fato de Claire frisar algumas vezes durante o filme que ela estava de botas (e não saltos), pois aquela cena da Claire “correndo de salto” não convenceu, gerando vários memes e críticas ao filme.

O destaque vai para os novatos, Justice Smith (Franklin) é o alívio cômico do filme, ainda mais se você tiver ligação com a área da tecnologia, tenho certeza que vai se identificar com o personagem. Já Daniella Pineda (Zia) vive uma “paleo-veterinarian” (que poderia ser traduzido como “Veterinária de Dinossauros?”), que traz um tom de empoderamento para o filme, sem forçar nada. A pequena atriz Isabella Sermon, que interpreta Maisie Lockwood se destaca, e apesar de ser nova na saga, retrata o olhar infantil durante toda aquela situação.

Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica 9

Os efeitos especiais estão mais evoluídos, e é clara a diferença entre os dois filmes, não que o primeiro estivesse ruim, mas os dinossauros do segundo filme passam um tom muito mais “real” para a trama, principalmente em cenas mostradas nos trailers, como o tamanho do Mosassauro x os surfistas, ou a própria Blue que foi introduzida no outro filme, que conforme esperado, ganha mais destaque nesse filme ao lado de seu “treinador”, Owen.

Apesar do filme demorar para engatar, o único ponto negativo é o grande “plot-twist” da história, que vinha sendo mostrado aos poucos e dando dicas para os expectadores, e quando revelado, é jogado sem mais nem menos, sem o menor peso para a trama, como se a grande “virada” do filme não fosse importante para a história, contrariando todo o plano de suspense construído sob a personagem em questão.

Jurassic World: Reino Ameaçado é mais dark que seu antecessor, e tem um viés mais político e humanitário, principalmente em relação a coexistência entre humanos x dinossauros, mostrando as consequências de um mundo onde as duas espécies dominantes existem, e ao mesmo tempo mostrando a ganancia do homem pela guerra, querendo “militarizar” toda e qualquer forma de vida que traga algum benefício no campo militar. 

Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica 10

E sim, temos uma cena pós créditos, que não é muito longa, mas dá uma ideia do que podemos esperar de ‘Jurassic World 3‘.

Leia mais sobre Jurassic World: Reino Ameaçado

*Encontrou algum erro na matéria? Avise-nos

Ouça o último episódio do BurnCast:

Você pode ouvir BurnCast no Burn Book, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga o BurnCast, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.


Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica 11


Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

Você pode gostar de:

Mais Posts em:Cinema

Leave a reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.