Nasce uma Estrela | Crítica

4.5

Para quem não sabe, Nasce uma Estrela é o terceiro remake dessa história. A primeira versão foi em 1937, sendo a menos conhecida, estrelada por Janet Gaynor.  Em 2018, Lady Gaga e Bradley Cooper serão os responsáveis por emocionar o público e provocar várias lágrimas. Nas montagens de 1937 e 1954, o casal principal era formado por dois atores. Nas duas últimas versões, temos cantores como protagonistas.

O atro da música Jackson Maine (Bradley Cooper) vai até um bar, onde acontece um show de drag queens muito animado. Lá ele nota uma jovem especial, Ally (Lady Gaga), que performa “La Vi En Rose” de forma única e muito emocionante. A partir daí, começa uma história de parceria e, mais tarde, amor.



Uma das poucas críticas ao longa dirige-se ao roteiro de Bradley Cooper, Eric Roth e Will Fetters. Ele permanece relativamente raso ao abordar Ally e foca mais nos desafios de Jackson. Faltou um certo equilíbrio que poderia dar a Gaga a uma oportunidade maior de demonstrar sua capacidade de atuação.

No entanto, é muito interessante como eles trazem o conceito de industrialização da arte e o que isso representa para os artistas, principalmente no pop. A própria Gaga sofreu com isso quando recebeu críticas por criar um conteúdo que foge da fórmula que as cantoras estão acostumadas. 

Ainda sobre assuntos polêmicos, temos uma real exposição de como as doenças psicológicas e os dependentes químicos são vistos. Apesar dos avanços dos últimos anos, as pessoas que sofrem com esses maus ainda são tratadas como empecilhos, o que é lamentável. 

Agora sobre as atuações. Com um forte sotaque, Cooper traz um personagem extremamente profundo e melancólico. O ator trabalha muito bem em cenas dramáticas não só com seu par romântico, mas também com Sam Elliot. Aliás, um dos momentos mais tocantes, apesar de curto, foi protagonizado pelos dois.

Lady Gaga se despiu inteiramente para poder encarnar Ally de corpo e alma. Por muitos momentos parece que a atriz entrelaçou sua própria história com a da personagem, o que deixa a atuação ainda mais verdadeira. O maior destaque vai para os momentos em que está nos palcos, onde fica claramente confortável.

Esse foi o trabalho de estreia de Cooper como diretor e precisamos dizer que, mesmo com pequenos equívocos, o resultado foi positivo. Para trazer algo novo a essa quarta interpretação da história, ele focou muito mais nas relações entre personagens e no impacto das canções.

Também podemos dizer que o trabalho do  diretor de fotografia Matthew Libatique foi essencial para a beleza de Nasce uma Estrela. Ele utilizou intensamento o jogo de cores e luzes, principalmente nas cenas de shows, para compor as cenas e trazer sensações ao público. 

Sobre a trilha sonora: como não amar? Compostas por Gaga, Cooper e outros artistas, as canções foram gravadas ao vivo, traz mais veracidade e emoção para as cenas dos protagonistas. Sem dúvida, você ouvirá “Shallow” repetidamente, uma música muito importante no longa.

Nasce uma Estrela traz uma história já conhecida, mas com uma abordagem atual. Com essa simplicidade, o público se apaixonará, sofrerá e enfrentará a dura realidade de que o amor nem sempre vence.

Distribuidora: Warner Bros.

Estreia: 11/10/2018

Personagens
Enredo
Trilha Sonora
Fotografia
Nota dos Leitores:18 Votes4.55
4.5




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