O ‘Coringa’ de Joaquin Phoenix ganha o Leão de Ouro em Veneza

O Coringa (Joker), de Todd Philips, obteve o Leão de Ouro de melhor filme do festival de Veneza. O cineasta recebeu o prêmio junto a Joaquin Phoenix, que faz uma extraordinária interpretação do célebre vilão no filme. É a primeira vez que um longa sobre um personagem dos desenhos de super-heróis obtém o reconhecimento mais importante de um dos festivais mais prestigiados do mundo. Embora Coringa pouco tenha a ver com a maioria desses filmes: é o escuro retrato de como o anódino palhaço aspirante a cômico Arthur Fleck, educado pela sua mãe para “dar risos e alegrias ao mundo”, se transforma pouco a pouco em um impiedoso assassino. O júri presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel ergue assim um dos filmes mais celebrados pela crítica durante o festival, e o coloca em um trampolim notável pela corrida para os Oscar.

O segundo prêmio mais importante do festival foi para seu convidado mais criticado: Roman Polanski. J’accuse – O oficial e o espião  se consagra com o Grande Prêmio do Júri, recebido pela atriz e esposa do diretor, Emmanuelle Seigner: o cineasta polonês não viajou à Mostra, já que evita qualquer país que possa lhe extraditar aos EUA, onde a justiça ainda o persegue pelo estupro de uma menor em 1977. Martel gerou uma enorme polêmica no início do festival, quando declarou que não assistiria à projeção de gala do filme, para não ter de aplaudir Polanski. A diretora esclareceu, ao mesmo tempo, que não tinha “preconceitos” para nenhum filme do concurso, confirmado depois pelo reconhecimento dado ao filme de Polanski.




Roy Andersson obteve o prêmio de melhor direção por About Endlessness. O ator italiano Luca Marinelli conquistou a Copa Volpi de melhor ator por Martin Eden enquanto o prêmio para a melhor interpretação feminina foi para Ariane Ascaride, por Glória Mundi. O cineasta de Hong Kong Yonfan obteve o prêmio ao melhor roteiro pelo filme animado Não. 7 Cherry Lane.

A brasileira Bárbara Paz ganhou o prêmio de Melhor Documentário na mostra Clássicos por Babenco, Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou, que narra a trajetória de Hector Babenco, com quem Paz ficou casada até sua morte, em 2010. 

via elpais

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