Poltergeist - O Fenômeno | Crítica 15
Cinema

Poltergeist – O Fenômeno | Crítica

Um filme que tenta chegar aos pés do seu original.

Antes que perguntem. Sim, eu vi a versão original de Poltergeist. Mas não me lembro direito. Já faz um bom tempo que vi quando estava passando na televisão e só consigo me lembrar mesmo de algumas coisas. Não sei se isso afetará o modo como as pessoas verão essa resenha, mas acho que não ter o original na minha cabeça foi muito melhor. Pude julgar o filme pelo que ele é e não pelo que se baseou.

Poltergeist – O Fenômeno conta a história da família Bowen que, por causa de problemas financeiros, são obrigados a mudar para um novo lar. Depois de encontrar uma casa com um bom preço numa vizinhança tranquila, parecia que eles teriam um bom recomeço. O que eles não imaginavam era os segredos que aquela residencia guardava. Existe um portal para outro mundo bem perto deles.

O filme começou um tanto parado, e eu já achei que ficaria quase duas horas preso com sustos forçados e personagens que eu não daria a minima. Não podia estar mais enganado. O filme não é assustador. É meio estranho dizer que Poltergeist não assusta, mas ele diverte. Somos levados pela união da família e os eventos sobrenaturais que tem que lidar até o fim de sua jornada.

O filho do meio, GriffinKyle Catlett), foi o personagem que eu mais gostei, e o que mais me surpreendeu. Ele foge do esteriótipo da criança que está lá só para gritar e ficar parado enquanto todo o terror acontece. O garoto desempenha um papel fundamental na trama e acaba se desenvolvendo mais do que os outros. Ele é o primeiro a realmente ver que tem algo de errado com a nova casa e a superar seus medos para salvar alguém que ama muito.

Não pensei que veria um filme de terror sendo liderado tanto por uma criança, mas isso mostra que os atores jovens estão cada vez mais em destaque. Eu gostaria de ver os futuros trabalhos desse garoto.

O resto dos personagens também são carismáticos, principalmente o especialista Carrigan BurkeJared Harris) que vem para ajudar a família. Com um ar confiante e até brincalhão, ele chega depois da metade do filme, mas aumenta o ritmo da história. Você fica só olhando ele guiar todos junto com os outros especialistas.

No final, eu gostei de Poltergeist – O Fenômeno. O filme não foi aquele terror que você esperaria, mas com bons efeitos especiais, uma história envolvente e bons atores, eles conseguiram trazer algo gostoso de se ver. Eu admito que esperava um pouco mais da última cena, não aquela no meio dos créditos, mas tudo bem. Eu veria de novo se me pedissem.

Confira o trailer abaixo: 

[[youtube http://www.youtube.com/watch?v=e4TnjpMwMR8]]

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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