Em Star Wars Os Últimos Jedi, materializa-se o que se viu em 1977, críticas políticas e sociais numa fantasia espacial.
Neste último longa, vemos mais um exemplo de roteiro no qual certas pessoas não “captam a mensagem“, especificamente reacionários, conservadores e adeptos do espectro político da direita, exatamente por causa da semelhança perfeita ser a diferença absoluta.
Nós nos vemos como potenciais “rebeldes” ou agentes de mudança, porque as obras da indústria cultural mostram a possibilidade das pessoas mais simplórias ou sem origem nobre serem “O escolhido“. Mas já nos é suficiente consumir essa possibilidade de seguir os passos do herói por meio do roteiro oferecido.
Confira nossa crítica de Star Wars Os Últimos Jedi

Acabamos com uma falsa sensação de poder e dever cumprido, o que nos poda de realizar algo de verdade…e em poucos minutos a mensagem se esvazia de significado e sobra apenas a técnica e a repetição da técnica.
Nossa aproximação com a obra e quem representa a práxis na obra é oposta ao nosso poder de realizá-la.
A percepção do cinema é instantaneamente massificada, e mesmo que nosso senso crítico absorva e compreenda diferentes mensagens, estas também se diluem com a percepção e opiniões dos demais espectadores.
E é por isso que é extremamente cabível e compreensível que um reacionário assista ao filme, se identifique inclusive com as forças rebeldes, mas não enxergue as críticas explícitas ao sistema em que os rebeldes estão inseridos e lutando contra.

Na imagem, Rose Tico e Finn.

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