50 TONS MAIS ESCUROS | CRÍTICA 4
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50 TONS MAIS ESCUROS | CRÍTICA

Tanto para a série dos livros e dos filmes, 50 tons sempre causa um burburinho. Tendo dois grupos: os fãs do Christian Grey – basicamente mulheres – e os que não conseguem ver graça num filme que é “basicamente” sexo e masoquismo. Com grande divulgação nas redes sociais e uma ótima trilha sonora, 50 tons mais escuros estreou nos cinemas na última quinta feira (9).

Depois de ter sido abandonado por Ana. Christian a convence a retomar o romance deles, mas sob as condições dela. Só que quando o relacionamento deles consegue um pouco de normalidade, o passado de Christian vêm a tona e ameaça separar o casal

Para quem leu os livros sabem que o primeiro livro 50 tons de cinza e filme foram mesmo ligados ao masoquismo. E somente no segundo livro, 50 tons mais escuros da autora E. L. James é que percebe que as personagens foram evoluindo e tiveram seus dramas mais aprofundados.

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A mesma análise pode ser aplicada a sua adaptação cinematográfica. Enquanto o primeiro filme fora fraco – tanto em sua adaptação – e falta de sintonia entre o elenco, principalmente com a escolha da atriz Dakota Johnson para o papel de Anastacia Steele. E por ter faltado as cenas do famoso quarto vermelho, sim, muitas foram cortadas. Por isso, a expectativa com a continuação era algo um pouco nebuloso e arriscado. Pois no segundo livro, o passado de Christian via a tona e Ana estaria mais independente. Entretanto, a produção parece que dessa vez estudou o livro e conseguiu ser bastante fiel. A química entre os protagonistas está presente e convincente. Dakota e Jamie Dornan encarnaram Anastacia e Christian perfeitamente. Ali, eram os personagens. Percebia a evolução e a entrega. O filme teve os seus momentos de drama (aparição de uma das ex-submissas e o acidente de helicóptero), mas acima de tudo se tornou um filme divertido e alegre de se assistir (principalmente as caras e bocas da Ana).

A trilha sonora fora muito bem inserida, dando o clima necessário para a história. Os figurinos, o tal baile de máscaras estava realmente tudo muito bem descrito. Sob a direção de James Foley (um dos diretores de House of Cards) e roteiro de Niall Leonard, eles conseguiram colocar nos trilhos a série 50 tons e criar uma ótima expectativa para a conclusão da série ano que vem em 50 tons de liberdade previsto para os cinemas em Fevereiro de 2018, que teve a sua gravação realizada junto com segundo filme.

Claro, que sempre vai ter alguém para criticar o filme e seus fãs. 50 Tons mais Escuros não é um filme que tem a pretensão ou enredo para concorrer a grandes prêmios, como o Oscar. Ele não vai mudar a vida de ninguém. Mas, em matéria de adaptação, fora realmente uma boa surpresa para os seus fãs, pois conseguiram transmitir e convencer o publico a história de amor de Christian e Ana. Pelo menos, para o público que estava comigo no cinema, todos saíram felizes e ansiosos para o próximo filme da franquia.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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