Um bom exemplo de como fazer um ótimo terror sem precisar de um grande orçamento. 

Casos como o do diretor André Øvredal me fazem ver como existem talentos ainda desconhecidos por Hollywood. Em um industria de grandes orçamentos, estrelas maiores ainda, onde o maior significa melhor, será que ainda podemos nos surpreender por coisas pequenas? E a resposta é sim, meus amigos!

Em uma hora e meia André, junto com os roteiristas Ian Goldberg e Richard Naing, nos deram um ótimo suspense de pai e filho, com leves pitadas de terror. É difícil não se envolver pelos personagens de Emile Hirsch e Brian Cox e muito menos pela dinâmica que possuem. Existe muito drama envolvendo ambos, que ajuda a dar peso a história, e que vai te envolvendo a medida que o horror da personagem de Olwen Kelly começa a surgir.

Eu meio que fiquei surpreso com o quão bem feito as cenas da autopsia da personagem foram. A trilha sonora, as tomadas, os cortes. Tudo ajuda a criar uma atmosfera difícil de desviar o olhar. Acho que até os amantes de filmes de terror não vão ter o que reclamar.

Infelizmente o começo não é assim. Ele é um tanto parado e é só quando o corpo de nossa assassina chega que realmente você sente a mão do diretor querendo te sufocar e ele não tem medo de fazer isso. É bom ver como o terror de hoje não tem medo de contar uma história junto com os sustos. Para mim isso só deixa as coisas mais reais e fica mais fácil de se envolver com a atmosfera tenebrosa.

O final acabou não sendo tão bom quanto seu meio, mas eu digo que a A Autópsia é um ótimo trabalho de estreia de um diretor fora de seu pais de origem e algo que vai deliciar muitos amantes de algo mais sombrio. 

Confira o trailer: 

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