Abominável | Crítica

Abominável é nova aposta no mercado de animações da DreamWorks que, depois do sucesso da franquia Como Treinar o Seu Dragão, precisa seguir criando novos filmes para se manter relevante no concorrido mercado de animações, basicamente, dominado por Disney/Pixar.

O filme acompanha a trama da jovem Yi, que se sente presa Shangai, na China, e sonha em seguir os planos de viagem do seu pai falecido. A trama é um tanto quanto básica e o roteiro é meio bagunçado, mas, a partir do momento que ela encontra um Yeti em seu telhado, a trama ganha todo um tom de realismo mágico com um toque de sessão da tarde.




Essencialmente, o roteiro se resume à aventura de Yi e seus amigos na missão de levar a criatura mística, batizada como “Everest”, até sua família que está no topo do planeta, mais conhecido como Monte Everest.

Assim como o Banguela, de Como Treinar o Seu Dragão, o Yeti é carismático e encanta em suas interações com o núcleo humano. Contudo, o filme peca em desenvolvimento de roteiro e vilões mega caricatos que mudam da água pro vinho em questão de segundos, sem dar muita atenção ao desenvolvimento dos personagens.

A clássica jornada do herói é aplicada quase que á risca na trama de Abominável. O filme é repleto de momentos que enchem os olhos com a beleza das paisagens e referências à cultura asiática como um todo. As passagens de Yi tocando o Violino são bem emocionantes, mas não sustentam o filme. Talvez se eles tivessem ousado um pouco mais em questões de roteiro e desenvolvido (mesmo que minimamente) as técnicas de animação para se equiparar com o que foi apresentado em Como Treinar o Seu Dragão, o resultado seria outro.

Abominável é um bom filme, mas poderia ser melhor. A DreamWorks não ousou tanto e perdeu um pouco do brilho. Apesar da amizade de Yi x Everest ser muito fofa, não salva o filme que tinha grandes chances de se tornar mais uma franquia de sucesso do estúdio.

Abominável | Crítica
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