Alice Através do Espelho | Crítica 3
Críticas de Filmes

Alice Através do Espelho | Crítica

A sequência do grande sucesso de Tim Burton chega aos cinemas depois de seis anos e muitos outros clássicos terem tomado espaço em nossas cabeças.

Alice no País das Maravilhas é um dos maiores clássicos infantis e acabou se tornando um dos maiores sucessos de 2010 – talvez até o maior na carreira de Burton -, mesmo tendo divido muitos os críticos, o filme acabou cativando e deixando sua marca com seu visual gótico e personagens divertidos. Infelizmente, Alice Através do Espelho carece de ambos.

O filme traz mais uma vez nossa heroína Alice (Mia Wasikowska) de volta ao País das Maravilhas depois de passar três anos como capitã de seu próprio navio para ajudar seu fiel amigo o Chapeleiro Louco (Johnny Depp) a encontrar sua família há muito tempo perdida. Aconselhada pela Rainha Branca (Anne Hathaway) ela decide procurar o Tempo (Sacha Baron Cohen), mas ele não é um homem muito paciente.

Primeiro eu tenho que dizer que o filme começa de uma maneira interessante e introduz de uma maneira leve ideias sobre a força feminina que são muito importantes para as meninas que irão ver o longa, e até para o garotos. Alice mostra ser uma garota forte que quer conquistar seus sonhos e não aceita um não como resposta. Com certeza ela evoluiu muito desde o último filme.

Infelizmente, as partes boas acabam quase ali. Alice se vê envolvida numa trama de viagem no tempo. A ideia em si parece estranha, mesmo para um mundo como esse, mas o grande problema é que o filme não aproveita em nenhum momento o potencial desse mundo fantástico ou das próprias ideias que apresenta.

Ás vezes sentia que estava mais vendo um episódio especial de uma série que gostava. Vendo apenas porque gostava dos personagens e não porque havia algo de interessante ou envolvente acontecendo. O episódio estava ali apenas por estar. Não vou mentir. Alice voltando no tempo e reencontrando o Chapeleiro o chapeleiro”primeira vez” trouxe umas boas risadas, mas não houve muitos momentos assim.

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O Tempo até se mostrou um personagem interessante. No começo, ele parecia bobo demais para meu gosto. Eu estava mais um homem grandioso e inabalável e fui recebido por algo mais cômico, no entanto, com o decorrer da história ele se mostra uma das melhores coisas do filme.

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Acho que uma coisa que posso mencionar é que a Alice é meio que a verdadeira vilã do filme. Não, ela não faz nada por maldade. Sua jornada para salvar o Chapeleiro teve consequências muito perigosas, como o próprio Tempo a avisou, mas é claro que ela não vai ouvir e prefere se deixar guiar pelo seu desejo de salvar as pessoas que ama; não importa se isso pode matar a todos.

Não sei muito bem se isso é algo positivo, não é todo dia que o herói quase destrói o mundo, mas eu recomendaria você ver o filme só se for acompanhando de um priminho. Ele que vai se divertir com as cores vibrantes dos efeitos especiais. Você, talvez ria uma vez ou outra e ache algumas cenas bonitas.

A Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter) também foi muito mal aproveitada.

Confira o trailer abaixo:

[[youtube https://www.youtube.com/watch?v=6JtpGLMTyY4]]

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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