Sério, não sei por onde começar a crítica de Animais Fantásticos e Onde Habitam.

Adianto que não consigo ser imparcial quando se trata do universo de Harry Potter. E o hype desse filme estava tão grande, que além fazer jus a todo o falatório, superou minhas expectativas (que estavam nas alturas).

O universo criado por J.K. Rowling é maravilhoso, chega a encher os olhos de lágrimas e dar aquela sensação de estar em casa somente com a abertura com o símbolo da Warner na tela.

E o que falar da trilha sonora, que embala as aventuras de Newt (Eddie Redmayne) em Nova York, outro ponto positivo para o filme.

Bom, mas vamos ao que interessa.

A trama de Animais Fantásticos e Onde Habitam se passa em um momento conturbado da história do mundo bruxo, onde podemos ver a ascensão de Grindelwald, famoso bruxo obcecado pelas Relíquias da Morte, sedento por dominar o mundo e por (citado na franquia original) seu legado de destruição e ameaça global. Mas, como o primeiro filme se passa em Nova York, vamos voltar para o tema central da história: uma nova sociedade mágica, a relação do mundo real x os no-maj (trouxas/humanos, conforme a termologia americana) e mensagens contra preconceito e repressão de todos os tipos, tais conflitos que são características marcantes do universo criado por J.K. Rowling, que também assina o roteiro desse filme.

Falando nisso, a estreia de Rowling como roteirista foi brilhante, ela conseguiu desenvolver a história de um jeito que te deixa fascinado e com um certo medo ao mesmo tempo, mesclando comédia, ação e mensagens nas entrelinhas, colocando o universo de Animais Fantásticos e Onde Habitam no meio de acontecimentos reais da história, como a pós-Guerra Mundial, a Lei Seca, repressão por classes que as pessoas julgam “diferentes”, no caso os bruxos, e também aproximação da crise financeira, que assombrou os Estados Unidos e o mundo 70 anos antes do universo apresentado em Harry Potter.

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Afim de evitar spoilers, vou compartilhar a sinopse do filme antes de continuar a crítica:

O excêntrico magizoologista Newt Scamander (Eddie Redmayne) chega à cidade de Nova York levando com muito zelo sua preciosa maleta, um objeto mágico onde ele carrega fantásticos animais do mundo da magia que coletou durante as suas viagens. Em meio a comunidade bruxa norte-america, que teme muito mais a exposição aos trouxas do que os ingleses, Newt precisará usar todas suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que acabam fugindo.

Dito isso, Eddie Redmayne nasceu para o personagem Newt, assim como Daniel Radcliffe para o papel de Harry Potter, com a diferença de que Eddie trouxe um novo fôlego para a franquia, e tenho certeza que carregará os cinco filmes facilmente nas costas, já que muita gente comentou que estava com medo da franquia ficar maçante depois que Rowling anunciou que a trilogia se transformaria em cinco filmes. Se os outros filmes seguirem a mesma pegada do primeiro, tenho certeza que o universo de Harry Potter só tem a ganhar com as novas histórias e, principalmente, pela expansão do mundo mágico, já que com a comunidade bruxa dos Estados Unidos, conseguimos ter um outro olhar sobre a magia, seus costumes, palavras especificas e um tanto quanto diferente do que estávamos acostumados.

Além de Newt, Tina, Jacob e Percival Graves (Colin Farrell) roubam a cena do filme, protagonizando as melhores sequências que alternam numa montanha russa de emoções, levando o público ao delírio da nostalgia sem deixar o filme cair na mesmice com momentos desnecessários, mostrando que Rowling fez um ótimo trabalho ao tomar a frente do roteiro do filme.

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Precisamos falar do polêmico papel de Johnny Depp como Grindelwald no filme, que se me permitem o crossover, felizmente aparece menos que o Coringa em Esquadrão Suicida, e ao contrário do que Rowling disse, eu não gostei da escolha do ator para o personagem, que é tão importante para a nova franquia. Me parece ter sido desperdiçado e entregue nas mãos de Depp, na tentativa de adicionar nomes de peso ao elenco.


Depp aparece bem pouco no filme, por isso fica difícil de julgar o trabalho do ator com mais consistência, mas pelo pouco que foi mostrado, provou mais uma vez que a escalação foi equivocada, já que o ator é conhecido por outros papeis famosos como o Chapeleiro Maluco e o capitão Jack Sparrow, tirando totalmente a imagem de “bruxo temido”, e passando a imagem de que ele estaria interpretando os mesmos personagens novamente, com uma roupagem diferente para o universo da magia. Ou seja, não colou, parecia um Chapeleiro querendo ser do mal, coisa que não chega nem perto da grandeza e do peso que Grindelwald teria que ter no universo de Animais Fantásticos, mas acredito que esse erro deva ser concertado de alguma forma ao longo da franquia nos cinemas.

Animais Fantásticos e Onde Habitam veio para ficar, e mostra que além do universo bruxo ter crescido, novos fãs chegaram a saga, e a franquia Harry Potter tem muito a se expandir.

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FOCO NESSE BICHO! <3

O universo criado por Rowling abre infinitas possibilidades para a nova franquia, e tenho certeza que o público vai adorar as aventuras de Newt Scamander nos cinemas, e fazer todo mundo esperar avidamente as continuações, que estão programadas para sair de dois em dois anos.

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Personagens90
Enredo100
Fotografia100
Efeitos Especiais100
Trilha Sonora100
Os Bicho tudo 🙂 100
Nota dos Leitores:8 Votes86
98

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