Arlequina em Aves de Rapina | Crítica 16

Arlequina em Aves de Rapina | Crítica


Inspirado no universo dos quadrinhos da DC Comics, em Aves de Rapina encontramos Arlequina enfrentando seu término com Coringae as consequências desse acontecimento. Em meio à isso, ela se junta à Caçadora, Canário NegroRenee Montoya para ajudar Cassandra Cain, uma jovem ladra, à não cair nas mãos do vilão Máscara Negra.

O projeto retoma algumas características de Esquadrão Suicida — que proporcionou o nascimento de Arlequina no universo cinematográfico — mas de maneira mais certeira e confiante, embora também possua alguns deslizes.



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Em seu começo conturbado, Aves de Rapina estabelece o tom do filme — divertido, despretensioso e audaz — e a narrativa da trama, que é praticamente sustentada por flashbacks comentados pela personagem. 

Arlequina narra a própria história, da maneira que mais lhe agrada, o que até se torna divertido mas ao mesmo tempo mal estruturado, e só consegue um bom ritmo em meio ao segundo ato do filme. Entretanto, isso acaba sendo até contraditório pois se torna prazeroso ter a oportunidade de ver Arlequina brincar com seu filme — como nos momentos em que ela quebra a quarta parede — especialmente por tratar de sua emancipação. É um filme que, claramente, possui a personalidade da protagonista. Que reconhece o seu potencial e como usufruir dos mesmos.

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E Margot Robbie corresponde às expectativas, trazendo uma Arlequina que é ainda mais divertida, empoderada e carismática do que vimos anteriormente, e de fato criando espaço para a dualidade da personagem existir, já que podemos ver além do esteriótipo da personagem que vimos em Esquadrão Suicida. Dessa vez houve de fato a construção da personagem. É satisfatório ver ela em cena, principalmente quando finalmente vemos o grupo junto, onde os motivos para todas se unirem bem construídos e plausíveis. 

O elenco feminino é primoroso, e suas origens são contadas de forma objetiva, e todas possuem papéis necessários para trama, se fazendo necessárias igualmente. Nenhuma é colocada em uma posição que prevaleça sobre a outra, o que apenas reforça o cuidado que a produção teve em fazer um filme feminino e com representatividade e sororidade, assuntos necessários especialmente em produções atuais. Sendo nenhum desses algo imposto, mas apenas natural, como deveria ser.

Quanto ao resto do elenco, há apenas ressalvas à Ewan McGregor, que interpreta Máscara Negra, que acaba não acompanhando a energia do filme, ainda que não mereça uma crítica negativa.

Aves de Rapina possui uma história simples mas com um visual único, onde ganha força por suas personagens e por inovar trazendo cor à uma Gotham que sempre foi apagada, mostrando que há mais por aí. Elementos como direção de arte, trilha sonora, fotografia e direção — realizada por Cathy Yan — conseguem alinhar todos os conceitos da trama estabelecendo um projeto que conquista e faz com que desejemos mais, por seu ritmo dinâmico e pelas diversas cenas de ação e, sobretudo, humor.

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Apesar de alguns deslizes, que geralmente estão atrelados à narrativa ou então à forma caricata que algumas situações são impostas, Aves de Rapina consegue ser tudo o que Esquadrão Suicida quis ser e não conseguiu, entregando um universo novo e cheio de vida.

E sim, para quem está curioso, há uma “cena pós-créditos” da Arlequina. Mas se atente ao uso de aspas e não espere nada grandioso.

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