Arranha-céu: Coragem Sem Limite | Crítica

Em Arranha-Céu: Coragem Sem Limite, Will Sawyer (Dwayne Johnson) é um líder de operação de resgate do FBI. Em uma missão ele tem que tomar a decisão de atirar ou não em um sequestrador e, por fim, opta pela segunda opção. Infelizmente o homem detona uma bomba e coloca a vida de todos ali em perigo. 

Sawyer fica gravemente ferido, assim como o resto do seu batalhão, e é enviado a um hospital militar. Dessa forma, ele conhece Sarah, com quem se casou e teve dois filhos. Dez anos após a explosão, Sawyer vive uma realidade bem diferente. Trabalhando com sistemas de segurança, ele vai até Hong Kong para assegurar que o maior edifício do mundo é invulnerável. 

Porém, um grupo de criminosos consegue incendiar o prédio para chantagear o proprietário, Zhao Long Ji (Chin Han), e colocar Sawyer como provável culpado. Ao mesmo tempo que tenta provar sua inocência, Will parte em busca da família isolada no edifício.

O enredo de Arranha-céu: Coragem Sem Limite segue a estrutura básica de um filme de ação: um homem contra tudo e contra todos para salvar sua família do perigo iminente. A grande sacada é que não é “um homem”, é “o homem”. Diversas cenas chegam a beirar o absurdo, mas isso incomoda? Na verdade, não. Ver Dwayne Johnson pular de um guindaste pra um edifício te leva ao seguinte pensamento “gente, isso é absurdo. Mas é o The Rock, nada é impossível”. 

Johnson está longe de ser um exemplo de versatilidade quando o assunto são seus personagens. O perfil que temos aqui é o mesmo que vimos em, pelo menos, seus últimos dez filmes. Porém é algo que funciona muito bem para o público porque, graças ao seu carisma, há a sensação de maior envolvimento entre o ator e a audiência.

A personagem de Neve Campbell foi uma feliz surpresa. É um costume que a família do protagonista assuma uma postura extremamente submissa em relação as ameaças, mas a esposa de Sawyer é uma mulher muito centrada, inteligente e totalmente importante para que o marido obtivesse sucesso. Ou seja, houve a ideia de companheirismo e parceria.

Ainda sobre o elenco, o que decepciona são os vilões. Roland Moller traz um criminoso caricato e mal pensado, Noah Taylor vive um personagem duas caras que você já identifica logo no início por sua personalidade e trejeitos, o que também acontece com o personagem de Pablo Schreiber. A sensação que passa é que todo esse núcleo foi montado sem a devida atenção pois seria compensado pela magnitude das cenas de The Rock.

Os efeitos especiais e a roupagem moderna foram muito bem utilizados. Por mais que as cenas de ação sejam claramente impossíveis, elas tirarão o seu fôlego. Sem dúvida, os melhores momentos para que os efeitos sejam observados são nas cenas em que Will Sawyer corre o risco de cair do edifício. 

Arranha-céu: Coragem Sem Limite é um longa com um roteiro frágil e personagens genéricos, em sua maioria. Mas, com todo o seu exagero e com um protagonista carismático, é uma boa pedida para se divertir no final de semana.

Personagens70
Enredo65
Fotografia88
Trilha Sonora65
Efeitos Especiais93
Nota dos Leitores:0 Votes0
76




» Siga o Burn Book no Facebook Instagram e no Twitter e receba todas novidades dos livros, filmes e séries! «

Zeen is a next generation WordPress theme. It’s powerful, beautifully designed and comes with everything you need to engage your visitors and increase conversions.

Leia Mais
Será? Pokémon GO pode ser lançado amanhã às 4h no Brasil