Batman: A Piada Mortal | Crítica 3
Críticas de Filmes

Batman: A Piada Mortal | Crítica

Uma da histórias mais famosas do Homem Morcego ganha vida nas telonas.

Batman: A Piada Mortal é baseado no quadrinho de mesmo nome criado por Alan Moore Brian Bolland, que mostra a origem do Coringa (Mark Hamill). Um homem que acabou se perdendo num dia ruim, o horror que ele causou a Batgirl (Tara Strong) e o confronto definitivo que isso levou com o Batman (Kevin Conroy).

Primeiramente eu tenho que dizer que estava ansioso para ver essa animação. A Piada Mortal é uma das minhas histórias de quadrinhos favoritas. O modo como Alan desenvolve o Coringa através do tom que Brian dá é tão tenso, que eu me vi pensando no quadrinho mesmo depois de ter acabado. Para mim as melhores histórias são assim. Elas nos fazem pensar em tudo que vimos e refletir um pouco.

Infelizmente não foi o caso com essa animação. Pareceu que eu estava vendo dois filmes ao mesmo tempo, com os primeiros 28 minutos do filme uma introdução para a Batgirl. Os produtores optaram por focar mais na personagem com o objetivo de nos fazer se envolver mais com ela. Algo completamente válido se pensarmos na importância que ela tem na trama.

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No entanto, essa introdução não foi bem feita. Ela simplesmente não combinou com o resto do filme, que pula para um foco no relacionamento do Batman e do Coringa. Até o tom muda um pouco e realmente você fica com a sensação de que está vendo duas partes distintas que simplesmente não funcionam juntas.

Me dói dizer que você devia pular os 28 minutos. Vai gostar muito mais da animação se fizer isso, porque é na metade a diante que as coisas realmente começam a pegar fogo e vemos um lado do Coringa que muitos ainda não conheciam. É até difícil não se envolver com cada estágio de sua transformação, através dos flashbacks.

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O uso do material original para explorar a tensão foi muito bem colocado, com algumas cenas sendo refeitas exatamente pedaço por pedaço, mesmo que ás vezes os problemas visuais da animação se tornavam um tanto óbvios. O talento das vozes de nosso elenco ajudou muito a equilibrar os erros, dando mais peso ao confronto que estava sendo tão preparado.

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Eu queria mesmo que a animação fosse apenas os 45 minutos restantes. Sei que isso não é exatamente um filme e mudanças são mais do que bem vindas quando falamos de adaptações. Querendo ou não, tem certas coisas que funcionam num filme do mesmo modo que numa HQ, mas acho que muitos vão concordar quando digo que essa introdução atrapalhou o desenvolvimento das coisas.

Eles poderiam muito bem ter usado o começo para dar mais peso ao relacionamento do Homem Morcego e seu eterno inimigo. Seria incrível vê-lós explorando mais os temas que introduziram.

Mas não foi o caminho que optaram. 

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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