Batman vs Superman: A Origem da Justiça | Crítica 3
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Batman vs Superman: A Origem da Justiça | Crítica

O maior confronto de gladiadores de todos os tempos, talvez fosse melhor chama-lo de Batman e seus amigos.

Finalmente, depois de três anos de espera, Batman vs Superman: A Origem da Justiça finalmente chegou. Muitos estavam ansiosos, outros preocupados, e tinham aqueles que não sabiam o que esperar. Depois de opiniões tão contraditórias invadirem as mídias sociais, o que nós achamos do filme?

O filme é muito bom e é bem provável que você se divirta com cada segundo desse confronto entre os dois maiores heróis dos quadrinhos, mas eu entendo porque os críticos desceram o pau. O filme em si é uma bagunça. Ás vezes parece que o diretor não sabe no que focar de tanta coisa que está acontecendo. Mas isso é compreensivo. Estamos falando de um filme que introduziria oficialmente o Universo DC Comics nos cinemas.

Isso é uma grande responsabilidade, no entanto, ele não nos desapontou nesse quesito. Escolhendo focar no ponto de vista do Batman (Ben Affleck) o diretor Zack Snyder ditou o tom certo para esse universo.

E que Batman foi esse. Ben Affleck foi de longe a melhor parte do filme. Fiquei um tanto com dó deles terem deixado o Superman (Henry Cavill) de lado, mas começo a ver que foi o melhor para esse mundo que está por vir ser introduzido com ele na liderança. Ben nos deu um Batman ao estilo Frank Miller. Ou seja, violento, cruel e destruidor. 

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A maioria das cenas de ação ficou com ele e, tenho que dizer, que nunca vi um Batman lutar desse jeito. O diretor tratou o personagem mais como se fosse um monstro de filme de terror e eu gostei disso. Eu gostei muito do trabalho do Zack. Ele jogou tantas coisas nerds em cima de nós que foi impossível não surtar.

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Por outro lado, como eu disse antes, eu entendo os críticos. Foi tanta coisa que o estúdio quis jogar nas costas dele que era muito difícil não se perder. O filme não teve um foco certo e acabou se desviando de seu caminho mais de uma vez. O começo, onde eles tentam amarrar tudo com O Homem de Aço, foi muito tedioso. Parecia mais que eu estava vendo mais cenas grandiosas que se amarravam de qualquer jeito. Perto da metade, com a introdução de um certo velocista, que tudo ficou melhor.

No final, Batman vs Superman: A Origem da Justiça é um filme para fãs. Se você não curte esses heróis clássicos já aviso que é bem provável que você reaja como tantos jornais e sites especializados estão reagindo, mas eu vi em primeira mão como todo um novo universo de super-heróis irá surgir e eu gostei. Quero muito ver o filme solo da Mulher-Maravilha (Gal Gadot) e do Flash (Ezra Miller).

A cena final do Superman acabou me tocando mais do que eu esperava e pude ver um raio de esperança do herói que eu sempre quis ver. Aquele que trazia esperança e estava pronto para dar tudo que tinha para ajudar os outros de um jeito mais nobre. Ele ainda tem um longo caminho para percorrer, mas talvez chegue lá se a Warner perceber a importância que o personagem tem.

Lex Luthor (Jesse Eisenberg) foi meio que um Mark Zuckerberg do mal e eu não sei se isso foi uma coisa boa, mas o ator é.

Confira o trailer abaixo:

[[youtube https://www.youtube.com/watch?v=qSukF1JcD4Y]]

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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