Com Amor, Simon | Crítica 11
Críticas de Filmes

Com Amor, Simon | Crítica

Com Amor, Simon  é baseado no livro Simon vs. A Agenda Homo Sapiens, escrito por Becky Albertalli. Simon Spier (Nick Robinson) é um garoto normal, com uma família amorosa e com três grandes amigos. O que poderia complicar a vida perfeita? A resposta vem quando o segredo do garoto é relevado: ele é gay e nunca contou isso para ninguém.

Isso acontece depois que um garoto que identifica-se como Blue posta num site sobre ser gay e não conseguir se encaixar. Simon, então, entra em contato com esse aluno por e-mail usando o codinome Jacques. Os dois desenvolvem uma relação de cumplicidade, mas que é ameaçada quando Martin Addison (Logan Miller) tem acesso a essas mensagens.

Nesse ano um dos indicados ao Oscar de “Melhor Filme” era sobre um casal homossexual, mas o que Com amor, Simon tem de diferente? Esse é um filme não só para os jovens, mas para a família. A indústria cinematográfica insiste em retratar casais do mesmo sexo de forma sexualizada. Já nessa história, o amor entre homossexuais apresenta-se puro e simples, o que traz novos ares para o tema.

Outro ponto também é sobre o estereótipo criado sobre como gays devem agir, se vestir ou falar. A algum tempo um vídeo ficou popular nas redes sociais com a frase “não é por ser gay que eu…”, e isso é muito bem aplicado nesse roteiro. Simon passa o seu avanço com a aceitação e enfrenta suas batalhas pessoais, já Ethan (Clark Moore), um colega de classe também homossexual, teve batalhas totalmente diferentes por não poder assumir-se para parte da família. Resumindo, não existe um jeito certo ou errado de ser gay.

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Diferente do que a maioria dos longas oferece, o protagonista está inserido em uma família de caráter liberal. Os atores Jennifer Garner e Josh Duhamel, que interpretam os pais de Simon, passaram a ideia de que as famílias tendem a encarar a homossexualidade de diferentes formas. Ambos demonstraram tremenda química e companheirismo em cena.

 

O ator Nick Robinson soube trabalhar com a delicadeza necessária que o tema exige. Para completar o núcleo escolar tivemos nomes bem atuais – Katherine Langford (13 Reasons Why), Alexandra Shipp (X-Men Apocalipse) e Jorge Lendeborg (Homem Aranha: De Volta ao Lar) – que honraram suas reputações com atuações pontuais nos momentos mais sensíveis e dramáticos. Natasha Rothwell e Tony Hale foram uma grande surpresa; mesmo com tempo em tela consideravelmente pequeno, eles destacaram-se ao criar uma relação de identificação muito grande com a audiência graças aos momentos cômicos.

Referências são sempre empolgantes, principalmente se são sobre coisas que amamos. É possível perceber pelo roteiro influências de romances da década de 1990. No longa Simon interage com Blue por e-mail, uma plataforma que perde espaço a cada dia, mas nos resgata a Mensagem para Você onde Tom Hanks e Meg Ryan apaixonaram-se anonimamente, em um primeiro momento. Quando Simon tem seu momento de redenção e assume seus sentimentos por Blue, nos lembramos de Drew Barrymore em Nunca Fui Beijada ao revelar sua identidade verdadeira. Para completar a experiência, a trilha sonora, componente que vem se tornando cada vez mais ativa nos longas, conta com nomes como Panic! At The Disco, Whitney Houston, Jackson 5 e Bleachers.

Com Amor, Simon é um filme puro, gentil e divertido sobre o amor na adolescência. Ele é capaz de fazer até a pessoa mais incrédula acreditar nesse sentimento. Apesar de não ser uma obra que tocará o coração da Academia, como Me Chame Pelo Seu Nome, ele tocará o coração do maior amante do cinema: o público.

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Viviane Oliveira
Tecnóloga em Projetos Mecânicos desde 2017, estudante de Jornalismo, cosplayer, cosmaker, redatora freelancer desde 2016, amante da Mulher Maravilha e de Star Wars.

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