Dumbo | Crítica 7
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Dumbo | Crítica

Dumbo, a história do elefantinho mais famoso do mundo ganhou uma nova roupagem, pelas mãos do diretor Tim Burton, trazendo um ar de misticismo e deslumbre para esse clássico da Disney.

A nova adaptação trouxe uma roupagem mais realista para o filme, atualizando bastante coisa, inclusive pontos centrais da história que hoje soariam inadequadas, recolocando os moldes do filme de 1941 para os padrões de ética esperados em 2019.

Muita coisa mudou nessa versão do Tim Burton, desde os animais que não falam mais, até novos personagens humanos que entraram na história para mostrar “o outro lado da história”, que até então não foi mostrada outro filme. Algumas cenas da animação foram mantidas, porém, com o visual dark clássico de Tim Burton, e outras cenas importantes apareceram como referências em algum momento do filme. A essência do clássico está lá, mas não espere um filme que reproduza frame a frame, pois os tempos são outros, e achei essa mudança super positiva.

Dumbo | Crítica 8

A nova produção live-action da Disney teve seu orçamento revelado em US$ 170 milhões, e isso sem contar os gastos com marketing. Em questão de efeitos especiais, o filme está bem servido, os fãs vão adorar as cenas de voo do Dumbo, que foi feito inteiramente em computação gráfica, trabalho que já foi visto em Mogli – O Menino Lobo (2016), onde os animais são tão perfeitos que parecem reais. Minha única preocupação nesse ponto é que o orçamento superou filmes como Capitã Marvel” e “Homem-Formiga e a Vespa”, que custaram US$ 152 milhões e US$ 162 milhões, respectivamente, podendo trazer prejuízo para Disney caso Dumbo não vá bem nas bilheterias.

Dumbo | Crítica 9

Felizmente, Tim Burton teve liberdade criativa para trabalhar nessa versão, Dumbo é super bonitinho, o filme tem uma mensagem legal, mas o que estraga são os humanos. Os personagens que deveriam movimentar o filme, não possuem carisma, mostram despreparo de atuação (principalmente as crianças) e outros são caricatos demais, e estamos falando de nomes como Colin Farrell e Michael Keaton no elenco, mas não foi uma boa escolha para esse filme. Por outro lado, Eva Green roubou a cena, na pele de Colette Marchant, uma mulher misteriosa, ela protagoniza algumas das melhores cenas do filme, principalmente interagindo com o Dumbo.

Dumbo | Crítica 10

De forma geral, Dumbo é um filme legal, emocionante em algumas partes, entediante em outras, boa parte por culpa dos humanos, como falei acima, que quebram toda narrativa do filme. Olhando pelo lado positivo, a Disney acertou em cheio em contratar o Tim Burton, pois nasceu mais um clássico do diretor, e apesar dos defeitos apresentados aqui, é um bom filme, tenho certeza que vai agradar os fãs elefantinho voador, e também vai apresentar esse clássico para uma nova geração.

Confira a sinopse do filme:

1919, Joplin, Estados Unidos. Holt Farrier (Colin Farrell) é uma ex-estrela de circo que, ao retornar da Primeira Guerra Mundial, encontra seu mundo virado de cabeça para baixo. Além de perder um braço no front, sua esposa faleceu enquanto estava fora e ele agora precisa criar os dois filhos. Soma-se a isso o fato de ter perdido seu antigo posto no circo, sendo agora o encarregado em cuidar de uma elefanta que está prestes a parir. Quando o bebê nasce, todos ficam surpresos com o tamanho de suas orelhas, o que faz com que de início seja desprezado. Cabe então aos filhos de Holt a tarefa de cuidar do pequenino, até que eles descobrem que as imensas orelhas permitem que Dumbo voe.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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