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Críticas de Filmes

Em Ritmo de Fuga | Crítica

Um musical alucinante e cheio de cenas intensas

Aquele momento em que diretores talentosos podem brincar com um bom orçamento é quando vemos grandes filmes, não no termo de escala, mas de qualidade. A Sony acertou em cheio ao dar uma chance ao britânico Edgar Wright em contar a história de Baby (Ansel Elgort), o maior piloto de fuga que existe e sua batalha para escapar da vida de crimes para ficar com Debora (Lily James), seu grande amor.

Primeiro eu tenho que dizer que o diretor conseguiu perfeitamente nos conduzir através das músicas. Elas ajudam a preparar o terreno para o enredo e todas as cenas de perseguição que são simplesmente incríveis. Ansel se mostrou o protagonista certo. Você se convence desde o primeiro momento da capacidade do jovem e quer mais do que tudo acompanhar sua jornada. O ator conduziu o longa nas costas sem muita dificuldade.

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Mas ele não o único a brilhar, tudo é feito de uma maneira tão simples e ao mesmo tempo intensa que é difícil classificar esse longa em uma palavra. Acho que posso dizer que ele é um musical, sem realmente ser, e um filme de ação que não precisa se levar apenas pela ação já que possui um ótimo diretor por trás que sabe o que está fazendo. 

Os personagens são bem caricatos, mas isso que os torna perfeito no cenário criado. Eles também podem ter várias camadas e eu simplesmente não pude deixar de ficar com o coração acelerado com as reviravoltas que eles me davam.

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(l to r) Baby (ANSEL ELGORT), Bats (JAMIE FOXX), Darling (EIZA GONZALEZ) and Buddy (JON HAMM) in the abandoned rail yard to negotiate a deal in TriStar Pictures’ BABY DRIVER.

Em Ritmo de Fuga com certeza é um dos melhores filmes do ano e um acerto e tanto para a Sony, que realmente precisava de um ganho depois dos fracassos que teve.

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Confira o trailer:  

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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