Um musical alucinante e cheio de cenas intensas

Aquele momento em que diretores talentosos podem brincar com um bom orçamento é quando vemos grandes filmes, não no termo de escala, mas de qualidade. A Sony acertou em cheio ao dar uma chance ao britânico Edgar Wright em contar a história de Baby (Ansel Elgort), o maior piloto de fuga que existe e sua batalha para escapar da vida de crimes para ficar com Debora (Lily James), seu grande amor.

Primeiro eu tenho que dizer que o diretor conseguiu perfeitamente nos conduzir através das músicas. Elas ajudam a preparar o terreno para o enredo e todas as cenas de perseguição que são simplesmente incríveis. Ansel se mostrou o protagonista certo. Você se convence desde o primeiro momento da capacidade do jovem e quer mais do que tudo acompanhar sua jornada. O ator conduziu o longa nas costas sem muita dificuldade.

Mas ele não o único a brilhar, tudo é feito de uma maneira tão simples e ao mesmo tempo intensa que é difícil classificar esse longa em uma palavra. Acho que posso dizer que ele é um musical, sem realmente ser, e um filme de ação que não precisa se levar apenas pela ação já que possui um ótimo diretor por trás que sabe o que está fazendo. 

Os personagens são bem caricatos, mas isso que os torna perfeito no cenário criado. Eles também podem ter várias camadas e eu simplesmente não pude deixar de ficar com o coração acelerado com as reviravoltas que eles me davam.

(l to r) Baby (ANSEL ELGORT), Bats (JAMIE FOXX), Darling (EIZA GONZALEZ) and Buddy (JON HAMM) in the abandoned rail yard to negotiate a deal in TriStar Pictures’ BABY DRIVER.

Em Ritmo de Fuga com certeza é um dos melhores filmes do ano e um acerto e tanto para a Sony, que realmente precisava de um ganho depois dos fracassos que teve.

Confira o trailer:  

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Em Ritmo de Fuga | Crítica
92%Pontuação geral
Personagens 85%
Enredo 90%
Fotografia 95%
Efeitos Especiais 90%
Trilha Sonora 100%
Votação do leitor 2 Votos
72%

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