Godzilla 2: O Rei dos Monstros | Crítica 7
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Godzilla 2: O Rei dos Monstros | Crítica

Godzilla 2: Rei dos Monstros tinha tudo para dar certo, afinal, o que poderia dar errado em um filme de monstros gigantescos lutando entre si? Nesse caso em específico, os humanos… que apesar de não serem o ponto central do filme, estragam boa parte da trama.

Dirigido por Michael Dougherty, o novo longa da franquia Godzilla mostra porque o Kaiju é um dos monstros favoritos de Hollywood e, ao contrário do seu antecessor de 2014, Godzilla mostra toda sua magnitude. Além do rei, outros monstros da mitologia do estúdio Toho também fazem parte do filme. Os efeitos de CGI desenvolvidos pela Legendary estão incríveis, o que deixa notável a evolução dessa tecnologia de uns anos para cá.

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Agora vamos ao ponto problemático do filme: os humanos, suas tramas (e sub-tramas) sem sentido e um tanto quanto tediosas. Também, temos diálogos que não fazem sentido algum (com o contexto/momentos apresentados na trama) e dramáticos como se fossem retirados de uma novela mexicana.

Apesar de termos nomes de peso como Vera Farmiga, Kyle Chandler, Charles Dance no elenco, o potencial desses atores não foi bem aproveitado. Inclusive, Millie Bobby Brown, a Eleven de Stranger Things, que fez sua grande estreia nos cinemas, não conseguiu mostrar suas qualidades de atriz. Vale destacar que a atriz teria recebido um cachê fixo de US$1.000.000,00 (Um Milhão de Dólares) para participar da sequência de Godzilla, mais parte do lucro das bilheterias e 5% de qualquer item de merchandising usando a sua personagem. 

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Sabemos que o foco do filme não estava nas interações humanas, mas como colocaram boa parte delas durante 2h12 do filme, fica a sensação de que existe uma grande “barriga”. Isto é, com 1h30 filme poderia ter rodado melhor e evitado os possíveis cochilos que notamos na sala de cinema.

Godzilla 2: Rei dos Monstros tem seus momentos, principalmente com o design moderno de criaturas como Rodan, Ghidorah e Mothra (minha favorita do filme). Outro ponto foram os easter-eggs espalhados ao longo das cenas, embalados pela trilha sonora com temas clássicos, o que traz todo um tom de nostalgia para os fãs da franquia.

Espero que os produtores consigam salvar a franquia no próximo longa – estreia marcada para março de 2020 -, que promete o confronto entre Godzilla e King Kong. Vale destacar que o rei primata é citado brevemente nesse filme com menções a “Ilha da Caveira”.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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