Jason Bourne | Crítica 3
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Jason Bourne | Crítica

Mesmo depois de dez anos, nada pode parar Jason Bourne.

Matt Damon está de volta na franquia que o ajudou a se consagrar como um herói de ação. Nessa onde de remakes e continuações, já era de se esperar que a Universal trouxesse de volta uma das respostas dos Estados Unidos a franquia 007. Na verdade, essa foi uma das coisas que percebi nesse novo filme do Bourne. Ele decidiu pegar muito do realismo que o James Bond de Daniel Craig trouxe, sem deixar suas cenas de ação muito espalhafatosas.

É meio impossível você fazer o que nosso protagonista faz, mas os efeitos especiais e a coreografia são tão bons, que você acaba se esquecendo disso facilmente.

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Mas um filme tem que ir além de suas cenas de ação e cenário. Esse novo filme tinha a missão de conquistar as pessoas que, como eu, não conheciam bem a franquia. Dez anos se passaram desde o último filme. Muita gente iria para o cinema sem ter visto se quer um filme de Jason Bourne.

O filme até consegue explicar os eventos principais para que você possa se deixar levar pelas cenas de ação, mas como estamos falando de uma continuação, quem já conhecia os últimos três filmes, é bem provável que consiga se envolver melhor com o personagem.

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Não que tenha algum problema com Matt e sua interpretação do assassino internacional. Jason Bourne continua durão, o que me faz pensar que quanto mais velho você fica mais badass você é. Você não fica velho, mas sim experiente.

O problema mesmo são os personagens ao seu redor. Eu não vi nada de novo ou qualquer um que eu realmente me importasse. Nem mesmo as reviravoltas do diretor Paul Greengrass pareciam realmente interessantes. Parecia mais que Matt carregava o filme nas costas com a dureza e esperteza de seu personagem.

No final, Jason Bourne vale mais pelas cenas de ação do que pela sua história e seus personagens. Mas é um bom filme de ação com um ótimo protagonista, e eu consigo ver algumas pessoas querendo conhecer melhor essa franquia ao saírem do cinema. Acho que posso me incluir como uma delas.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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