John Wick: Um Novo Dia Para Matar | Crítica 5
Críticas de Filmes

John Wick: Um Novo Dia Para Matar | Crítica

John Wick. O homem. O mito. A lenda.

Eu adoro esses momentos em que a continuação é tão boa quanto o original. Momentos assim são tão raros. É como pedir que o terceiro filme em uma trilogia deixe você de queixo caído, ou seja, bem, acho que você entendeu o que eu quis dizer. Geralmente as continuações nunca chegam aos pés do original.

Mas não é o caso do filme de Chad StahelskiJohn Wick: Um Novo Dia Para Matar tem tudo que fez o seu antecessor um sucesso, um bom ritmo, cenas de ações de tirar o folego, uma ótima fotografia e um ator que não fraquejou momento algum, só que dessa vez entramos mais ao fundo na mitologia dos assassinos e vemos John Wick (Keanu Reeves) enfrentando homens e mulheres que conhecem muito bem seu estilo de vida.

Keanu Reeves parece que se encontrou com o personagem. Desde Matrix acho que não vemos Reeves num papel que cai nele como uma segunda pele. Ele carrega o lado letal, tático e profundo do personagem de um jeito que o marcará nessa geração. John pode muito bem ser o Rambo dessa geração.

John Wick: Um Novo Dia Para Matar | Crítica 6

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Outros personagens ajudam a dar mais peso a história, com um destaque especial a Cassian (Common), The Bowery King (Laurence Fishburne) e Ares (Ruby Rose). Eu adorei o modo como eles ajudaram a expandir esse mundo e mostrar como havia pessoas tão perigosas quanto John escondidas por aí, tendo que cuidar de suas próprias missões.

Ruby talvez tenha sido a melhor nova adição. Ela conseguiu trazer uma garota durona e bem diferente para nós, e sua química com Keanu foi perfeita. Espero poder vê-la nas continuações.

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O vilão em si não é algo que eu queira comentar. Ele não foi ruim, mas acho que o foco do filme não era dar importância a ele. Digamos que ele estava lá para trazer um impacto a John. Ele cumpriu a sua missão e John voltou com tudo.

No final, eu não poderia estar mais feliz. Está difícil encontrar bons filmes de ação que não sejam parte de uma franquia de super-heróis. John Wick é algo único e muito se deve a seu protagonista. 

 

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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