Liga da Justiça | Crítica 8
Críticas de Filmes

Liga da Justiça | Crítica

Preciso começar essa crítica dizendo que eu estava com um baita pé atrás com o filme da Liga da Justiça depois da bagunça/decepção que foi Batman vs Superman e Esquadrão Suicida, porém uma luz se acendeu com o filme solo da Mulher-Maravilha, e como fã dos filmes de super-heróis, sai do filme da Liga da Justiça com um sorrido no rosto.

– CRÍTICA LIVRE DE SPOILERS –

Liga da Justiça tem cerca de duas horas, e a DC finalmente acertou a mão nesse filme. Sem exagerar com histórias mirabolantes, optou por seguir o caminho mais simples, garantindo ação, aventura, comédia e um pouco de romance, tudo isso misturado na medida certa.

Depois do final de Batman vs Superman, acreditava-se que o clima do filme seria um tanto quanto sombrio, e felizmente eles seguiram por um caminho novo: apostaram em desenvolver os personagens de forma mais satisfatória, muito próximo das origens que conhecemos das animações/quadrinhos, inclusive a sensação que fica do filme é que é um grande episódio Liga da Justiça sem Limites, dando um tom de nostalgia para a nova produção do DC Extended Universe.

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Para evitar spoilers, confira a sinopse do filme que resume boa parte da trama do filme:

Impulsionado pela restauração de sua fé na humanidade e inspirado pelo ato altruísta do Superman (Henry Cavill), Bruce Wayne (Ben Affleck) convoca sua nova aliada Diana Prince (Gal Gadot) para o combate contra um inimigo ainda maior, recém-despertado. Juntos, Batman e Mulher-Maravilha buscam e recrutam com agilidade um time de meta-humanos, mas mesmo com a formação da liga de heróis sem precedentes – Batman, Mulher-Maraviha, Aquaman (Jason Momoa), Cyborg (Ray Fisher) e Flash (Ezra Miller) -, poderá ser tarde demais para salvar o planeta de um catastrófico ataque.

Dito isso, vamos ao que interessa: O filme vale a pena?

Claro que vale! A dinâmica dos personagens na tela é notável, e para variar um pouco, Diana Prince (Gal Gadot) rouba a cena e é o grande destaque do filme. Todas as cenas que a Mulher-Maravilha aparece são memoráveis, e apesar do Batman ser o “líder do grupo”, tem horas que ele fica ofuscado pela atuação de Gal Gadot, e isso é um dos pontos altos do filme, acho que ela devia ter aparecido até mais, tanto que tem uns memes na internet que chamam o filme de “Mulher-Maravilha e seus amigos”.

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Amém Mulher-Maravilha

O filme tem alguns problemas, seja pelos cortes brutos em algumas cenas, quanto pelo polêmico bigode de Henry Cavill que teve que ser tratado digitalmente e garante algumas cenas bizarras no filme. O maior ponto negativo é o vilão que é a “grande ameaça/ataque catastrófico” que falam na sinopse, mais conhecido como Lobo da Estepe (Ciarán Hinds).

Sim, você leu certo, o vilão do filme chama LOBO DA ESTEPE, e como se já não bastasse o nome bizarro (que pelo que eu li é o mesmo nos quadrinhos), as cenas que ele aparece são repletas de CGI, e o pior, as motivações do vilão não convencem nem um pouco. Para evitar Spoilers, vou usar o final do filme da Mulher-Maravilha como base. O filme inteiro estava seguindo uma linha linear aceitável, sem CGI ou montagens absurdas, eis que chega a batalha final contra o deus Ares, e o que vemos na tela é um festival de efeitos especiais exagerados, coisa que tenho CERTEZA que foi legado do Zack Snyder , que teve que deixar a produção em virtude de uma tragédia familiar, e passou o bastão para Joss Whedon, que finalizou o projeto e liderou as refilmagens que deram uma nova roupagem para o filme.

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Os personagens são bem desenvolvidos e tem um bom tempo de tela, claro que o Batman e a Mulher-Maravilha acabam aparecendo um pouco mais que os outros, mas nada que atrapalhe o filme. O Flash (Ezra Miller) garante boas risadas, e o filme conseguiu mostrar a essência do personagem, coisa que a série de TV as vezes (principalmente nas últimas duas temporadas) pecou bastante, já o Aquaman (Jason Momoa) tem aquele ar de bad boy que vimos nos trailers, e a atuação de Momoa não decepciona.

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Dentre os novos personagens, o Aquaman foi o que ganhou mais tempo de tela, mostrando até uma prévia do que podemos esperar do filme solo do rei dos mares. Já o Cyborg (Ray Fisher) foi bem representado, porém senti falta de um melhor aproveitamento do personagem, já que ele tem um papel importante no filme, e a abordagem utilizada foi um pouco rasa.

Liga da Justiça tem muito fã service e easter eggs, principalmente nas cenas do passado. Não vamos dar mais detalhes porque essa crítica é livre de spoilers, mas digamos que rostos conhecidos da liga aparecem nessas cenas.

Agora a pergunta que não quer calar: O Superman aparece? Aparece, mas para evitar spoilers, não vamos dar detalhes (e não é um spoiler ele aparecer, até porque colocara o personagem nos pôsteres e afins). Posso adiantar que deram uma boa repaginada no personagem, e é algo mais próximo do que conhecemos nos quadrinhos, ou seja, é o Superman que a DC nunca acertou, mas que finalmente deu as caras na Liga da Justiça.

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Tenho certeza que Liga da Justiça vai agradar o grande público, inclusive foi muito mais do que eu esperava. O filme é um marco da DC Comics nos cinemas, e mostra que apesar do passado conturbado, os filmes da DC ainda têm esperança, e por mais que eu evite comparara, esse novo filme tem um pouco dos filmes da Marvel (e isso é uma coisa boa), porque ninguém outro Batman vs Superman ou coisas do gênero no cinema. Ah, e não saia da sala depois do final, pois o filme tem DUAS cenas pós-créditos.

Confira o trailer:

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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