Em Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo, precisamos nos acostumar com a ausência da amada e incrível Donna (Meryl Streep). Um ano após sua morte, a filha Sophie (Amanda Seyfried) está prestes a reinaugurar o hotel da mãe, agora totalmente reformado. Enquanto isso, ela precisa aprender a lidar com a distância de seu marido Sky (Domic Cooper), que está em Nova York para um curso de hotelaria.

A parte boa dessa história é que os pais de Sophie, Harry (Colin Firth), Sam (Pierce Brosnan) e Bill (Stellan Skarsgard), são convidados para a festa, assim como as eternas amigas da mãe, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski). Isso abre portas para trazer as memórias de Donna da década de 1970.

O enredo dessa história é dividido em duas linhas temporais, o que é a causa dos problemas. Erros de continuidade acontecem na construção dos personagens e nos detalhes sobre como Donna conheceu os três pais de Sophie. Isso atrapalha? Na verdade, não. A trama e seus personagens são cativantes, o que fará com que o público releve esses detalhes.

Lily James tinha a tarefa mais difícil nesse filme, pois precisava trazer uma personagem originalmente interpretada por Meryl Streep. No entanto, James não demonstrou hesitação e entrega ao público uma Donna corajosa, sorridente, sonhadora e sincera.

Os amores de Donna são apaixonantes, nós a entendemos. Pierce Brosnan, Colin Firth e Stellan Skarsgard voltam como se esses dez anos não tivessem passado. Os novatos Josh Dylan, Hugh Skinner e Jeremy Irvine conseguiram pegar os trejeitos e a essência de seus personagens, o que deixam suas atuações muito mais fiéis. 

Ver Julie Walters e Christine Baranski na tela grande é um grande prazer. Suas atuações são responsáveis pelos melhores momentos cômicos do longa, o que deixa o trabalho de Alexa Davies e Jessia Keenan Wynn muito mais difícil na hora de interpretar as personagens na década de 1970. Mas, felizmente, elas conseguem ser tão boas quanto as duas Dínamos do presente.

Agora, falaremos das grandes divas Maryl Streep e Cher. Devido o destino de sua personagem, Streep teve pouco tempo em tela, mas foi responsável pelo momento mais emocionante de toda a trama quando interpretou “My love, my life” com Amanda Seyfried. Cher também tem poucas cenas, mas sua importância fica clara quando percebemos que o personagem Fernando Cienfuegos (Andy Garcia) só foi inserido na história por sua causa.

Não é possível que exista um palco melhor para a história de Donna. Quando a personagem chega numa ilha belíssima na Grécia, não é difícil compreender o que fez com que a jovem escolhesse o lugar para chamar de casa. A caracterização dos personagens em suas versões mais jovens nos remete aos anos 1970 onde a moda era muito mais ligada as cores psicodélicas, ao romantismo e ao lema “faça o amor, não a guerra”. 

A trilha sonora e os números musicais são tão apaixonantes e grandiosos quanto no filme anterior. As letras foram encaixadas na história de Donna de forma muito eficiente  e natural. Sem dúvida, o melhor número é aquele em que todo o elenco se junta para cantar a música que intitula o longa. Ver as diferentes gerações unidas foi a forma perfeita de finalizar essa linda história.

Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo cumpre sua promessa de ser o filme mais alto astral do ano. Ensolarado, com um astral positivo, mesmo nos momentos de crise, esse filme tem o potencial de melhorar o dia de qualquer pessoa. Boatos de um terceiro filme já começam a aparecer, será que lá vamos nós de novo e de novo?

Observação: Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo, após os créditos, possui um divertido momento por trás das cenas.

Distribuidora: Universal Pictures

Data de estreia: 02/08/2018


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Personagens90
Enredo75
Fotografia100
Trilha Sonora100
Nota dos Leitores:3 Votes100
91

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