Máquinas Mortais | Crítica

Em Máquinas Mortais, devido a “Guerra dos Sessenta Minutos”, a Terra está destruída. Para sobreviver, as grandes cidades se movem em rodas gigantes, conhecidas como Cidades Tração, e lutam com outras para conseguir mais recursos naturais.  Em uma das caçadas, Londres captura uma cidade menor, onde está Hester Shaw (Hera Hilmar). Com isso, a jovem encontra a oportunidade de se vingar de Thaddeus Valentine (Hugo Weaving), arqueólogo que assassinou sua mãe, mas é impedida por Tom Natsworthy (Robert Sheehan).

Consciente de que Tom sabe sobre um de seus segredos, Valentine lança o jovem para fora da cidade junto com a fora-da-lei. Assim, os dois juntos precisam lutar para sobreviver e ainda enfrentar uma ameaça que coloca a vida no planeta em risco.

O longa é baseado na obra original do autor e ilustrador inglês Philip Reeve, que lançou quatro livros com essa temática futurista. Infelizmente, o roteiro assinado por Peter Jackson, Philippa Boyens e Fran Walsh é regado de clichês, mesmo prometendo algo novo logo no início da trama, e confuso. Além disso, os diálogos são muito didáticos, atrapalhando fortemente o ritmo. Por isso, os momentos de luta e ação são um grande alívio para o público.

Máquinas Mortais também sofre com personagens pouco carismáticos e sem profundidade. Sobretudo, com Hera Hilmar Robert Sheehan como um casal sem química. Analisando individualmente, a personagem de Hilmar é apresentada como uma jovem destemida, mas em pouco tempo assume a pose de donzela apaixonada. Depois, temos Tom Natsworthy como um herói relutante tedioso. O destaque vai para cantora e atriz sul-coreana Jihae, que consegue chamar mais atenção, mesmo com pouco tempo em tela, e nos faz esquecer dos protagonistas.

Ok, finalmente falaremos sobre algo positivo sobre Máquinas Mortais, senhoras e senhores! Sem dúvida, o público será atraído por cenas de aventura imperdíveis, graças ao estilo steampunk e  os efeitos especiais da equipe de produção de Peter Jackson (Senhor dos Anéis, O Hobbit, e King Kong). Além disso, a trilha sonora de Junkie XL aparece pontualmente para trazer um caráter épico às sequências.

Por fim, Máquinas Mortais é um filme “assistível”, o que é decepcionante, pois a história tinha a oportunidade de recuperar o sucesso de distopias, como Jogos Vorazes, se assumisse críticas sociais e políticas. Contudo, o voo solo de Christian Rivers é marcado por um longa que não consegue passar de “um rostinho bonito”. 

Distribuidora: Universal Pictures

Estreia: 10/09/2018

Personagens
Enredo
Trilha Sonora
Efeitos Especiais
Fotografia
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3.3

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