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Me Chame Pelo Seu Nome | Crítica

A Sony Pictures convidou o Burn Book para assistir um dos filmes mais comentados e com significativas chances mas nas grandes premiações.

Me Chame Pelo Seu Nome é baseado no livro homônimo do autor André Aciman. A história se passa na década de 1980 na Itália, onde a família Perlman reside. Sr. Perlman (Michael Stuhlbarg) recebe em sua casa Oliver (Armie Hammer), um estudioso que o auxiliará em sua pesquisa, e este desenvolve uma amizade com Elio Perlman (Timothée Chalamet) que trará descobertas físicas e sentimentais.

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A cultura é homenageada pelo longa, seja pelas esculturas ou pela música. Os Perlman são uma família multicultural que a todo tempo conversa em inglês, francês e italiano de forma natural e, muitas vezes, alternando entre eles. Apesar dos personagens principais serem uma casal homossexual, esse não é o foco e nem um empecilho, principalmente porque naquela realidade a homofobia fica deslocada diante de pessoas bem instruídas e com pensamentos contemporâneos. O grande objetivo é contar sobre as descobertas da juventude sobre si mesmo e sobre o amor de forma sincera e humilde.

Timothée Chalamet deu vida a um adolescente peculiar e atrapalhado. Ele é a a alma do longa e consegue fazer com que o público crie um elo de conexão com a situação pela qual está passando. Armie Hammer é o objeto de admiração para o personagem de Chalamet, em muitos takes semelhante as esculturas desnudas expostas no início do longa. A interação sexual entre os personagens é muito bem construída, mas a parte emocional do casal se mantém muito superficial, o que decepciona

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O personagem de Michael Stuhlbarg permanece a maior parte do longa falando sobre origens linguísticas e visitas arqueológicas, mas ele é responsável pelo momento mais emocionante do longa. Ali fica claro o quanto a questão LGBT tem uma abordagem diferente já que ela não cria um atrito na família, na verdade, os une.

A fotografia do longa pode ser descrita pela expressão carpe diem do poeta Horácio. Com inúmeras paisagens e cenas de interação entre o ser humano e a natureza, a essência da beleza italiana é extraída de forma orgânica. A trilha sonora age como um personagem extra que se torna intensa nos momentos em que Elio está ansiosos e melancólica quando ele sente falta de Oliver.

O maior problema enfrentado pelo roteiro de James Ivory é seu ritmo, que demora a engrenar e só ganha vida quando o romance se inicia. Me Chame Pelo Seu Nome deu a oportunidade do público ver as habilidades de Chalamet mais a fundo e aprender a chamar um relacionamento homossexual pelo seu nome certo: relacionamento. 

 

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Viviane Oliveira
Tecnóloga em Projetos Mecânicos desde 2017, estudante de Jornalismo, cosplayer, cosmaker, redatora freelancer desde 2016, amante da Mulher Maravilha e de Star Wars.

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