O Destino de uma Nação | Crítica

Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler já tinha invadido a Tchecoslováquia, a Polônia, a Dinamarca, a Noruega e estava pronto para conquistar o resto da Europa. Enquanto isso, o Parlamento britânico tinha perdido sua fé em seu líder, Neville Chamberlain (Ronald Pickup) e a busca por um sucessor foi iniciada. Apesar de não ser a primeira opção, Winston Churchill (Gary Oldman) obteve o cargo e teve que lidar com a pressão por um tratado de paz com a Alemanha nazista e tramas internas de seu próprio partido.

O Destino de uma Nação tem sua história baseada no livro homônimo de Anthony Mccarten. Em três semanas Wiston Churchill teve que enfrentar as ameaças externas de uma Alemanha nazista e as intrigas internas de seu partido. Para isso, ele fez uso de seus discursos eloquentes e de estratégias para entender a real vontade do povo britânico. Ano passado, Christopher Nolan trouxe Dunkirk  e impressionou o público; dessa vez, Wright é possível ter uma breve noção dos bastidores da “Operação Dínamo”, responsável pelo resgate de mais de 300 mil soldados.



Gary Oldman entregou uma de suas melhores atuações ao aparece irreconhecível na pele do Primeiro Ministro britânico. Ele o caracterizou com sua fala arrastada, o humor sarcástico e todo seu trabalho corporal. Apesar da notória qualidade, ele foi indicado apenas uma vez ao Oscar – O espião que sabia demais – mas, com essa atuação, ela pode se repetir.

No elenco de apoio temos a carismática Lily James, a secretária do Primeiro Ministro britânico que representou uma visão externa da situação; Kristin Scott Tomas traz a classe da esposa do segundo homem mais poderoso do Reino Unido; Ben Mendelsohn representou um Rei Jorge VI polido e já recuperado de seus problemas com gagueira, diferente do que vimos na interpretação de Colin Firth em O Discurso do Rei; Ronald Pickup deu vida a Neville Chamberlain, um ex-primeiro ministro desacreditado na vida e nos rumos da guerra que parece perdido naquele meio; Stephen Dillane mostra como o Conde Halifax quase convenceu Churchill a assinar um tratado de paz.

O maquiador japonês Kazuhiro Tsuji volta a demonstrar seu talento na caracterização impecável que fez com que Oldman ficasse irreconhecível . Tsuji pode ter seu trabalho admirado em Hellboy, Planeta dos Macacos e O Grinch. Jacqueline Durran complementa a imersão do público na década de 1940 com seus figurinos detalhados minuciosamente.

O Destino de uma Nação cumpre bem seu papel pois mostra as imperfeições e a complexidade de um homem, mas no trecho final peca com uma romantização. Obviamente isso acontece para apelar para o emocional do público, assim como em muitas outras adaptações biográficas, o que tira certo brilho do filme de Wright. Ele provavelmente não chamará a atenção da mesma forma de Dunkirk na maior premiação do cinema, mas, ao menos, é possível garantir três indicações. Ver como Churchill, que era digno de chacotas, mudou o curso de uma guerra com palavras e se tornou um dos maiores nomes do mundo é fascinante.

Personagens90
Enredo75
Maquiagem100
Fotografia90
Trilha Sonora75
Nota dos Leitores:0 Votes0
86




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