Um filme que toca de uma maneira delicada num problema que está na vida de muitos jovens

O Mínimo Para Viver é o mais novo filme da Netflix sobre uma jovem tendo que lidar com problemas reais e angustiantes que muitos podem se relacionar. Não é a primeira vez que vemos isso, embora seja difícil compará-la a 13 Reasons Why por serem produções muito diferentes. Enquanto a história de Hannah escolhe uma abordagem mais fantástica, a diretora Marti Noxon prefere ficar com o pé no chão e ser mais realista com a vida de Ellen (Lily Collins). Não que tenha algum problema com as duas abordagens. Não existe nada de errado em como você conta uma história desde que tenha alguém para ouvi-la.

Aqui acompanhamos uma jovem que tem problemas para comer, desde sua família um tanto não convencional e o modo como seu novo médico decide ajuda-la, a internando numa casa com outras jovens que lidam com as mesmas dificuldades. Eu tenho que dar os parabéns para o roteiro do filme. Ele realmente consegue passar o sentimento dramático, e ás vezes até aterrorizante, que uma pessoa com esse problema pode passar.

Mas é claro que isso se deve a performance de Lily Collins. Ela se entrega de corpo, literalmente, e alma para o projeto. O modo como a atriz ficou magra para o filme é até assustador, mas ajuda a trazer a realidade da situação a tona.

Sendo pé no chão, você sente que está vendo mais um episódio da vida de alguém do que uma obra de ficção, no entanto, é isso que te mantem preso. O resto do elenco soube se entregar a jornada da protagonista.  A relação que teve com seu médico, Dr. William Beckham (Keanu Reeves), combinou muito bem com a abordagem do longa.  

No final, talvez não sejam muitos que vão dar uma chance a O Mínimo Para Viver, mas ele com certeza cumpri o que promete e não desaponta

 

O Mínimo Para Viver | Crítica
81%Pontuação geral
Personagens 85%
Enredo 85%
Fotografia 80%
Trilha Sonora 75%
Votação do leitor 9 Votos
63%

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