Oito Mulheres e Um Segredo | Crítica

Oito Mulheres e Um Segredo nos apresenta Debbie Ocean (Sandra Bullock), irmã do personagem de George Clooney em Onze Homens e Um Segredo. Ocean acaba de deixar a prisão em condicional e, por mais que ela tente alegar arrependimento, seus roubos estão longe de acabar.

Ela vai atrás de sua antiga parceira Lou (Cate Blanchett) e propõe um plano que arquitetou por cinco anos na cadeia. Seu objetivo é roubar um colar de diamantes no valor de US$ 150 milhões do pescoço da estrela Daphne Kluger (Anne Hathaway) durante o Met Gala, evento com objetivo de levantar fundos para o Instituto de Vestuário do Metropolitan Museum of Art.



Para tal tarefa elas montam uma equipe composta por mulheres com talentos singulares: Nine Ball (Rihanna), Amita (Mindy Kaling), Constance (Awkwafina), Rose (Helena Bonham Carter) e Tammy (Sarah Paulson).

O roteiro de Gary Ross, que também é responsável pela direção, e Olivia Milch não propõe um reboot de Onze Homens e Um Segredo. Na verdade, é uma espécie de sequência para atender uma nova faceta do cinema. Em tempos em que o feminismo deixa de ser um tabu, ter um elenco majoritariamente feminino em uma história sem apelo emocional é um sopro de ar fresco para o público que está acostumado a ver enredos sobre mulheres (quase) sempre atrelados ao romance.

O trunfo do longa de Gary Ross é apostar em um filme em que ser mulher é a única alternativa pois, pela primeira vez, ser ignorada será uma vantagem. O próximo ponto, no caso de uma continuação, seria arriscar mais no enredo porque o longa se manteve na zona de conforto mesmo, mesmo com as reviravoltas.

É muito difícil pensar em um elenco tão grandioso quanto esse. Apesar das oito mulheres merecerem aplausos, os três principais nomes de destaque são os de Sandra Bullock, com uma personagem genial, Anne Hathhaway, que ironiza o fato das mulheres no entretenimento serem tratadas como objetos bonitos, e Cate Blanchett, aquela melhor amiga que sempre estará lá para qualquer “crime”.

O realce aconteceu não só pelo talento claro dessas três atrizes, mas por uma falha do longa: a apresentação das outras integrantes deu-se de forma rasa e apressada, o que comprometeu o espaço dado as outras personagens.

No entanto, tomemos um espaço para comentar sobre essas incríveis mulheres. Rihanna mostra que sabe muito bem se ajustar nas mais diversas áreas do entretenimento, e encarna uma hacker incrível; Mindy Kaling traz todo seu talento para a comédia no papel de uma indiana que só quer escapar da mãe que a pressiona para seguir os modelos de uma “mulher ideal”.

Awkwafina é uma jovem que está acostumada com as ruas e, ao mesmo que é inocente, tem grande talento para fraudes; Helena Bonham Carter nunca nos decepciona e, dessa vez, dá vida a uma estilista em uma fase muito difícil na carreira; por fim, Sarah Paulson traz uma típica dona de casa que consegue administrar roubos como se fossem algo simples.

A trilha sonora entra como um elemento a mais para agregar força e classe ao longa. Uma forma de comprovar essa afirmação é através da música These Boots Are Made For Walkin’, de Nancy Sinatra, que foi tema do trailer de Oito Mulheres e Um Segredo. A fotografia do longa lembra muito a de Onze Homens e Um Segredo, uma feliz surpresa aos amantes dos originais. Além disso, prepare-se para algumas referências.

A verdade é que ver personagens femininas em um tipo de entretenimento descompromissado, sem que a rivalidade seja incentivada por questões sexistas e de forma inteligente fará o coração de cada garota bater mais forte quando ver jóias. E não é porque espera ganhar como presente.

 

Personagens94
Enredo72
Fotografia72
Trilha Sonora92
Nota dos Leitores:1 Vote94
83




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