Os Incríveis 2 | Crítica 21
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Os Incríveis 2 | Crítica

Quatorze anos se passaram, mas para a Pixar foram apenas alguns minutos, pois Os Incríveis 2 retoma o filme logo depois da sequência do primeiro filme, lançado em 2004.

Muita coisa pode mudar em uma década, mas a essência da nossa família favorita de heróis continua lá, e ao contrário do primeiro filme, quem ganha destaque é Helena Pêra, mais conhecida como Mulher-Elástica, que é chamada para ser o rosto da propaganda pró-heróis, num emprego aparentemente perfeito, mas sabemos que nem tudo são rosas no mundo dos Incríveis.

A Pixar sabe muito bem levar o espectador numa montanha russa de emoções tangíveis,  desde a rotina dos heróis que em boa parte do filme levam uma rotina “normal”, até a convivência em família, o papel dos pais na educação dos filhos, envolvendo lições de casa, tarefas domésticas entre outros pontos comum em nosso cotidiano, fazendo dos Incríveis um grupo de “heróis acessíveis”, fugindo do estereótipo de “deuses” que estamos acostumados a ver na Marvel, a versão de SUPER da Pixar é SUPER, mas com um bom toque de realidade.

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A escolha da Mulher-Elástica como protagonista do filme era um pouco óbvia demais, pois é a tendência os filmes aderirem o movimento feminista, e não poderia ser diferente, Os Incríveis 2 tem uma mensagem bem legal de empoderamento, e as personagens femininas no filme ganham bastante destaque. Isso é super positivo, porém em alguns momentos o diálogo da Mulher-Elástico parece um pouco forçado, principalmente em uma cena que ela está conversando com Evelyn Deavor, irmã do magnata Wilson Deavor, que contrata ela para ser o “rosto dos novos heróis”. O diálogo em questão (não vou dar detalhes para não estragar a experiência do filme) soou um tanto quanto forçado, e é um dos únicos pontos negativos do filme, junto com o vilão, que para variar deixou a desejar. Comparando com o Síndrome do primeiro filme, o vilão de Os Incríveis 2 parece uma criança birrenta com poderes tecnológicos.

As crianças ganham destaque nesse filme, é ótimo ver Flecha e Violeta vivendo seu momento, e particularmente preferi as cenas deles, a dos heróis adultos. Zezé rouba a cena do filme, e ao lado de Edna Moda (NADA DE CAPAS!) protagoniza as cenas mais divertidas do filme, inclusive uma luta hilária com um guaxinim, provando que os Incríveis é diversão garantida para toda família, desde os pequenos que devem estar conhecendo os heróis agora, passando para Flecha e Violeta, com seus dilemas adolescentes, até os mais adultos, com a rotina e problemas reais da vida adulta relatados no arco de Roberto e Helena Pêra.

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As técnicas de animação e a dublagem são o ponto alto do filme, dando detalhes e texturas nunca imaginados em uma animação da Pixar, e apesar dos padrões de animações terem evoluído nos últimos anos, a Pixar optou por manter as características marcantes dos traços angulosos, unindo a tecnologia atuais, dando mais profundidade na experiência do filme, sem contar com toda nostalgia da música tema, e de ver nossos heróis lutando lado a lado novamente.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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