Robin Hood: A Origem | Crítica 8
Críticas de Filmes

Robin Hood: A Origem | Crítica

A história do lendário fora-da-lei Robin Hood acaba de ganhar uma nova versão, produzido por Leonardo DiCaprio e dirigido pelo estreante em longas, Otto Bathurst (Black Mirror e Peaky Blinders). O filme traz uma nova perspectiva sobre a história do herói, trazendo uma versão mais sombria do conto.

O longa vem recebendo críticas negativas desde sua primeira exibição, muito pela falta de qualidade no roteiro.

Robin Hood: A Origem | Crítica 9

.

.

.

.

.

.

ATENÇÃO – CONTÉM SPOILERS –

.

.

.

.

.

.

O filme tem sim, muitas falhas. Temos um Robin Hood (Taron Egerton) retratado como um super-herói imortal. Ele se fere gravemente em 3 momentos do filme, e na sequência, continua andando ou cavalgando como se tivesse sido apenas um arranhão.

Em uma das muitas cenas de fuga de Robin e John, as cenas acontecem tão rápido que fica difícil focar em alguma coisa na tela. Você sabe o que está acontecendo, mesmo que não consiga enxergar isso.

Robin Hood: A Origem | Crítica 10

Outra coisa que incomodou a muitos foi o contexto histórico. A amizade entre Robin Hood e Little John, sendo respectivamente um cristão e um mouro, nunca teria acontecido na “vida real”. Durante as cruzadas, esses dois grupos religiosos estavam em conflito e lutavam uns contra os outros. Essa parte foi explicada pelo próprio diretor:

“Não houve nenhum esforço em produzir um filme historicamente correto, e isso foi proposital. Nós estávamos criando uma metáfora, um espetáculo, um fantástico e emocionante mundo novo”, afirmou o diretor.

O vilão da história, o xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn) tinha tudo pra ser um antagonista de respeito, mas isso se perde quando o filme tenta humanizá-lo. Seus diálogos são recheado de falas ”sujas”, tentando reforçar o quão malvado ele é, mas sem sucesso.

Os personagem Marian (Eve Hewson) e Will Scarlett (Jamie Dornam) foram o ponto alto do filme. A primeira, começou apenas como o interesse amoroso de Robin, mas não se deixou resumir a isso. Liderou um protesto, enfrentou os vilões, foi a voz do povo, orquestrou um esquema. Mulherão da porra. Will é ambicioso, deixou claro seus objetivos, mas queria alcança-los da maneira correta. Teve seu grande momento já no final do filme, quando conseguiu seu lugar na mesa dos grandes.

Robin Hood: A Origem | Crítica 11

Robin Hood é um filme que prometia muito, mas entregou pouco. Temos um filme cheio de elementos gráficos, personagens interessantes, mas com um roteiro fraco. O final dá a entender que o filme poderá ter uma sequência e eu espero que tenha.

O filme da Paris Filmes terá seu lançamento no Brasil em 29 de Novembro.

*Encontrou algum erro na matéria? Avise-nos

Ouça o último episódio do BurnCast:

Você pode ouvir BurnCast no Burn Book, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, no Deezer, na Amazon Music ou no aplicativo de sua preferência. Assine ou siga o BurnCast, para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.


Robin Hood: A Origem | Crítica 12


Samyra Matt
Formada em Comunicação e Ux Design, e apaixonada por cultura nerd desde que se entende por gente. Sonha em um dia, viajar para a escócia e atravessar pelas pedras, para o século XVIII. Apaixonada por comida e Netflix.

Você pode gostar de:

Mais Posts em:Críticas de Filmes

Leave a reply

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.