Robin Hood: A Origem | Crítica

Robin Hood é um filme que prometia muito, mas entregou pouco.

A história do lendário fora-da-lei Robin Hood acaba de ganhar uma nova versão, produzido por Leonardo DiCaprio e dirigido pelo estreante em longas, Otto Bathurst (Black Mirror e Peaky Blinders). O filme traz uma nova perspectiva sobre a história do herói, trazendo uma versão mais sombria do conto.

O longa vem recebendo críticas negativas desde sua primeira exibição, muito pela falta de qualidade no roteiro.



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ATENÇÃO – CONTÉM SPOILERS –

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O filme tem sim, muitas falhas. Temos um Robin Hood (Taron Egerton) retratado como um super-herói imortal. Ele se fere gravemente em 3 momentos do filme, e na sequência, continua andando ou cavalgando como se tivesse sido apenas um arranhão.

Em uma das muitas cenas de fuga de Robin e John, as cenas acontecem tão rápido que fica difícil focar em alguma coisa na tela. Você sabe o que está acontecendo, mesmo que não consiga enxergar isso.

Outra coisa que incomodou a muitos foi o contexto histórico. A amizade entre Robin Hood e Little John, sendo respectivamente um cristão e um mouro, nunca teria acontecido na “vida real”. Durante as cruzadas, esses dois grupos religiosos estavam em conflito e lutavam uns contra os outros. Essa parte foi explicada pelo próprio diretor:

“Não houve nenhum esforço em produzir um filme historicamente correto, e isso foi proposital. Nós estávamos criando uma metáfora, um espetáculo, um fantástico e emocionante mundo novo”, afirmou o diretor.

O vilão da história, o xerife de Nottingham (Ben Mendelsohn) tinha tudo pra ser um antagonista de respeito, mas isso se perde quando o filme tenta humanizá-lo. Seus diálogos são recheado de falas ”sujas”, tentando reforçar o quão malvado ele é, mas sem sucesso.

Os personagem Marian (Eve Hewson) e Will Scarlett (Jamie Dornam) foram o ponto alto do filme. A primeira, começou apenas como o interesse amoroso de Robin, mas não se deixou resumir a isso. Liderou um protesto, enfrentou os vilões, foi a voz do povo, orquestrou um esquema. Mulherão da porra. Will é ambicioso, deixou claro seus objetivos, mas queria alcança-los da maneira correta. Teve seu grande momento já no final do filme, quando conseguiu seu lugar na mesa dos grandes.

Robin Hood é um filme que prometia muito, mas entregou pouco. Temos um filme cheio de elementos gráficos, personagens interessantes, mas com um roteiro fraco. O final dá a entender que o filme poderá ter uma sequência e eu espero que tenha.

O filme da Paris Filmes terá seu lançamento no Brasil em 29 de Novembro.

Personagens
Enredo
Trilha Sonora
Efeitos Especiais
Fotografia
Nota dos Leitores:1 Vote4
3.2




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