Pôster brasileiro de Star Wars: A Ascensão Skywalker
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Star Wars: A Ascensão Skywalker | Crítica

A história criada por George Lucas em 1977 finalmente ganhou sua conclusão (pelo menos, até agora) com o lançamento de Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker. Na conclusão da trilogia produzida pela Disney, dona da Lucasfilm desde 2012, temos o retorno do temido Imperador Palpatine (Ian McDiarmid). Por um lado, General Leia Organa (Carrie Fisher) está à frente da Resistência e como mestre de Rey (Daisy Ridley), pelo outro, Kylo Ren (Adam Driver) quer derrotar o antigo vilão e estabelecer seu poder. Ok, já deu pra sentir que tem muita coisa, não é?

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Pois é isso mesmo! A Ascensão Skywalker, de uma forma bem chula, é aquele último episódio de novela em que todos os núcleos precisam de um fechamento e, no final, tem uma festa com reunião do elenco. Sem dúvida, essa foi a maior dificuldade do diretor J.J. Abrams, que retorna após a direção de Rian Johnson em Os últimos Jedi (foi delírio coletivo, galera). Isso fez com que o ritmo fosse muito intenso, diferente de seu antecessor.

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De certa forma, isso é positivo porque o filme prendeu o público com ótimas cenas de ação e grandes momentos de fanservice. No entanto, abriu portas para que pontas ficassem soltas e que o roteiro fosse “apelão”. Sério, não há palavra melhor para definí-lo e você comprovará isso quando for ao cinema.

Temos nostalgia, aí? Você tomará surras e mais surras com cenas, falas, personagens e locações (sim, o objetivo é mexer com o seu coração, fã). Qual o problema disso? Bom, não só a A Ascensão Skywalker, mas toda essa trilogia apoia-se em personagens já conhecidos, o que anula qualquer chance de identificação entre o público mais antigo e os heróis mais novos.

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Além disso, não espere por uma história muito diferente do que já vimos. Abrams ultrapassou o limite da homenagem e traz um episódio muito parecido com o que vimos em O Retorno de Jedi (até o vilão é o mesmo, não é, senhoras e senhores?).

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Falando sobre o vilão dos vilões, gosto do Imperador Palpatine. Entretanto, pela falta de tempo para solucionar tantas questões em um longa, seu retorno pareceu uma fanfic. Possivelmente, a Disney tente abordar isso em outro momento e aí vem um “ponto positivo” das pontas soltas: há possibilidade de criação de novas histórias em diferentes formatos (filmes, séries, livros etc).

O maior ganho deste filme são dois personagens: Rey e Kylo Ren. Começando pela nossa protagonista, a forma como a construíram ao longo da história foi natural e respeitou a jornada do herói proposta por George Lucas.  Apesar da comparação com Luke, Rey apresentou um desenvolvimento mais profundo e independente. Boa parte disso é graças ao talento de Daisy Ridley que consegue ir do modo badass para o emotivo facilmente e envolve o público.

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Em seguida, temos o cara com daddy issues mais revoltado da galáxia. Tenho que admitir que esse é um personagem que me incomodava, pois eu o via assim como o Anakin da prequel. Apesar do pouco espaço dado em A Ascensão Skywalker, o talentosíssimo Adam Driver teve a oportunidade explorar mais a complexidade do impasse que ele enfrentava. Ainda assim, sinto muito por esses momentos terem sido breves.

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Poe (ou Han Solo 2.0) e Finn são os alívios cômicos do filme junto com os droides, especialmente C-3PO. Esperava que eles tivessem uma carga emocional maior, especialmente Finn, mas confesso que gostei da dinâmica de bromance.

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Falaremos agora não só de uma personagem, mas também de uma atriz de deixará saudades: Carrie Fisher como General Leia Organa. Pelas poucas cenas gravadas, suas interações ficaram restritas à personagem de Ridley e isso, inevitavelmente, comprometeu a maior chance de explorar a personagem como jedi. Ainda assim, encontraram uma linda forma de honrá-la como parte essencial da Rebelião e integrá-la à Força.

Ainda com o espírito nostálgico, a fotografia, as locações e todos os efeitos especiais honraram o que foi construído ao longo desses anos. Teve Marcha Imperial, teve monstro com maquiagem, teve Tatooine e… Vou parar por aí porque acho que todos os fãs merecem sentir os arrepios que eu senti. Acredito que esses são detalhes que fazem a diferença na experiência cinematográfica que os filmes de Star Wars proporcionam.

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Bom, Star Wars: Episódio IX – A Ascensão Skywalker é um filme que dividirá opiniões. Não podemos negar que é uma bela homenagem a um mundo construído a décadas e que encantou e encantará gerações. Recomendamos que todos vão ao cinema conscientes de que essa é a proposta do longa: apelar para o emotivo do fã.

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Se você conseguir aceitar isso em seu coração, provavelmente gostará da experiência. Contudo, precisamos admitir que utilizar o passado como única base de sustentação para essa trilogia foi uma benção e uma maldição simultaneamente.

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Viviane Oliveira
Tecnóloga em Projetos Mecânicos desde 2017, estudante de Jornalismo, cosplayer, cosmaker, redatora freelancer desde 2016, amante da Mulher Maravilha e de Star Wars.

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