Todo Dia | Crítica

Em Todo Dia você conhecerá Rhiannon (Angourie Rice), uma garota de 16 anos que vive com os pais e a irmã rebelde Jolene (Debby Ryan). A jovem namora com um garoto popular chamado Justin (Justice Smith) que mal lhe dá atenção. No entanto, esse comportamento muda drasticamente e inexplicavelmente por apenas um dia.

Daí em diante, pessoas cruzam o caminho de Rhiannon e tentam mostrar a ela a verdade: existe uma alma misteriosa chamada A que habita diferentes corpos todos os dias. Tudo vem a tona. O dia perfeito que ela teve com o namorado Justin, na verdade, foi com A. A partir daí, Rhiannon passa a conhecer A melhor e apaixona-se. Todos os dias ela tenta montar planos para encontrar essa alma e, quanto mais tempo juntos, mais complicado se torna manter esta relação.



Todo Dia traz uma corajosa discussão sobre como as pessoas deveriam se apaixonar. Neste caso, como A está todo dia em corpos diferentes, valores estéticos ou de gênero são ignorados. A parte infeliz é que o assunto foi tratado de forma muito rasa e quase imperceptível pois o enredo preferiu priorizar os empecilhos enfrentados por esse relacionamento incomum.

Depressão e suicídio também entram na pauta do longa a partir do momento que A é consciente desses sentimentos em um dos corpos que habita. Mas mais uma vez o filme peca por sua falta de aprofundamento. Foi como se a citação fosse necessária por ser parte das discussões atuais dos jovens, mas foi feita de forma apressada e sem a responsabilidade exigida pelo tipo de assunto. 

Sobre o elenco vemos muitas carinhas que prometem estar nas telonas ao longo dos anos. Sem dúvida, Justice Smith é o que merece destaque. Poderiam argumentar que isso se deve ao seu tempo em tela, mas seria injusto e venenoso. Smith sabe conquistar o público com uma atuação meiga e lúdica quando A está em seu corpo. Fica até complicado não gostar dele quando está na pele de seu personagem.

O núcleo da família de Rhiannon é totalmente esquecível. As cenas de Debby Ryan foram resumidas a diálogos preguiçosos e, supostamente, cômicos dentro do carro; os pais da protagonista tinham um drama que ficou mal resolvido e teve importância nula para toda a trama.

A trilha sonora de Todo Dia é muito semelhante a dos filmes juvenis dos últimos anos. Ou seja, é bem agradável, recheada de músicas indie como “Wake me” do projeto musical The Bleachers, iniciado em 2014 por Jack Antonoff.

Todo Dia é um filme doce sobre amor na sua forma mais pura e verdadeira, mas não explora sua capacidade ao máximo. Talvez por problemas de direção ou talvez por medo da reação do público. Independente da razão, é uma pena que esse ainda não seja o dia em que esses temas possam ser abordados em um filme juvenil da forma adequada. 

Personagens68
Enredo65
Fotografia64
Trilha Sonora80
Nota dos Leitores:1 Vote15
69




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