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Tom & Jerry: O Filme | Crítica

Não é exagero dizer que muita gente conhece os personagens da Hanna Barbera, é claro que estes fizeram parte de nossa infância e, como consequência disso, de nosso crescimento. Entre os mais famosos temos Jetsons, Flintstones, Manda Chuva e obviamente, Tom e Jerry.

Foram 29 anos de hiatus, mas estes ícones da cultura pop finalmente voltaram às telonas. Em seu novo filme, Tom e Jerry vão se aventurar em um hotel enquanto tentam não estragar um casamento.

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A nova aposta da Warner Bros é tentar reapresentar seus personagens para um público novo. E não há melhor forma de se fazer isso do que no cinema. Ano passado tivemos uma de suas tentativas que foi o reboot de Scooby Doo, com o filme simplesmente intitulado “Scoob”.

Enquanto Tom e Jerry é feito como um híbrido de animação 3D e live action, Scoob é feito inteiramente em animação. Por mais que difiram nesse aspecto, ambos são muito próximos no sentido do tom e da trama que querem passar.

Na verdade, o seu maior erro está no claro apelo infantil. 

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Sim, é óbvio que as crianças são seu público alvo, mas ainda mais hoje em dia é normal e, comum que filmes animados ou voltados para a criançada tenha em sua narrativa elementos mais sérios, que acabam mexendo de uma forma diferenciada com adultos em geral.

Tom e Jerry acaba se tornando um fruto dessa infantilidade. São momentos e momentos durante o decorrer de sua história onde vemos danças atuais, referências a estrelas e músicas pop sendo forçadas goela abaixo.

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E com certeza, isso vai alegrar seu público e o deixar querendo mais diversão vinda desses personagens; por outro lado, só trará tédio aos mais velhos.

Não é nada novo que um desenho seja levado para os cinemas. Garfield, Zé Colmeia, Speed Racer, Smurfs, Transformers, entre outros, já passaram por isso. São filmes/desenhos que conhecemos e assistimos em algum decorrer da vida.  Por um lado, as adaptações de Speed Racer e Transformers trazem algo novo ao cinema e aos personagens.

Speed Racer foca em um CGI diferencial e incrível que realmente nos traz a sensação de estar vendo um desenho com cenas espetaculares através do Live Action. Enquanto Transformers foca brutalmente na ação, que vai evoluindo a cada sequência.

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Agora, curiosamente, todos os outros apontados são praticamente iguais, um humano vira amigo do desenho e eles arranjam confusão, brigam em algum momento, mas fazem as pazes no final.

‘Tom e Jerry’ é exatamente igual a estes outros. Ele não se difere em momento nenhum desse gênero. Não existe uma mensagem importante a ser dada as crianças, tão pouco uma história com momentos especiais ou emocionantes.

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Por mais que sua animação 3D seja realmente bonita em certos momentos, podendo ser um diferencial enquanto obra; isso não tira o fato de que ‘Tom e Jerry’ é um filme que já foi visto e feito de formas infinitamente superiores. O que o torna, simplesmente, algo preso no clichê de qualquer outro filme infantil, só que dessa vez, são (novamente) os personagens de nossa infância.

Crítica feita por @lizrick_

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6.5

Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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