Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica 7
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Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw é o primeiro derivado da franquia que já rendeu bilhões para os cofres da Universal Pictures, provando que mesmo estando um tanto quanto desgastado, o universo de Velozes & Furiosos ainda tem muito o que ser explorado nos cinemas.

The Rock e Jason Statham foram introduzidos recentemente na franquia principal, então seria o mais lógico traze-los para o spin-off, já que a popularidade de Vin Diesel não é lá essas coisas, e apesar de apostar no clichê, a interação dos dois funciona, sendo nas horas de comédia, quanto nos momentos de ação, e bota ação nisso. A química dos dois é boa em tela, só fiquei incomodado com os diálogos as vezes um tanto quanto forçados, e a necessidade extrema de se provar o “macho alfa”, mas nada fora do esperado, afinal, é um filme de Velozes & Furiosos, não é mesmo?

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica 8

Jason Statham, ex-vilão da franquia, parece que só faz o mesmo papel em Hollywood, assim como em Carga Explosiva, Adrenalina e Os Mercenários, ele interpreta um personagem praticamente incansável, que luta, apanha, e nunca tem consequência nenhuma. É o famoso ator de um personagem só, não importa o filme, a trama, ele sempre terá o mesmo personagem. The Rock por outro lado, apesar de ser o “policial mais certinho”, apresenta um aprofundamento maior em seu personagem, pois tem o núcleo com a sua filha, e em certo momento do filme, precisa ir de reencontro com a sua família Samoa, buscando familiaridade com as próprias raízes do ator. As tomadas na ilha de Samoa, toda a cultura, paisagens, e histórias do passado do personagem adicionam camadas expressivas para o filme.

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica 9

Em tempos de filmes mega elaborados e aclamados, como John Wick e 007, o filme tem a difícil missão de apresentar personagens bem desenvolvidos, e cenas de ação que realmente prenda a atenção do expectador do começo ao fim. Em termos de roteiro, a trama lembra quase um filme B dos anos 90, o vilão megalomaníaco que quer espalhar um vírus mortal pelo mundo. O personagem de Idris Elba é uma mistura de Super-Homem negro com Thanos, mas não entrega nenhuma das duas variantes de uma forma satisfatória. Idris é um ótimo ator, mas seu potencial fica apagado por trás da carapaça de ciborgue do mal, não convencendo nem um pouco em seus momentos de grande ameaça. Vale destacar as participações especiais de personagens secundários (quem sabe principais, numa possível continuação) que roubam a cena, e por serem bem conhecidos, foram boas escolhas para surpreender o público.

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica 10

A trilha sonora é um dos pontos altos do filme, lembram bastante os primeiros filmes da franquia que se destacavam pela trilha marcante, proporcionando um certo momento de nostalgia.

O filme apresenta boas surpresas, como é o caso de Hattie (Vanessa Kirby) que já havia participado de Missão: Impossível – Efeito Fallout (2018), mas não chamou atenção na época, em Hobbs & Shaw ela ganha a atenção devida, e entrega um papel consistente. Suas falas que realmente acrescentam algo para trama, e não somente como o ponto de equilíbrio com o elenco masculino. Hattie é uma ótima personagem, e apesar de ser irmã do de Deckard Shaw, é empoderada e sabe se defender sozinha.

Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica 11

Hobbs & Shaw pegou tudo o que funcionava da franquia anterior e apostou em quase todos os clichês dos filmes de ação para agradar ao público. A pancadaria, explosões, cenas milimetricamente coreografadas, tudo lembra um jogo antigo de videogame, não que isso seja uma coisa ruim, muito pelo contrário, mas tem que realmente estar imerso para conseguir levar as cenas um tanto quanto surreais a sério, sem contar com os diálogos um tanto quanto rasos, mas nada fora do esperado de um filme vigente da franquia.

O filme tem algumas cenas pós-créditos ,então espere até que a luz se acenda e o telão realmente apague, pois o que não falta é material que vão dar uma boa ideia do futuro da franquia derivada nos cinemas. Hobbs & Shaw é um filme para ser consumido naqueles dias que você não quer nada muito pesado, é entretenimento de ponta que grita testosterona, mas funciona dentro da proposta apresentada pelo universo de Velozes & Furiosos.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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