Venom | Crítica

Em Venom, lançamento da Sony Pictures, a Fundação Vida realiza expedições fora da Terra para encontrar um ambiente favorável onde a vida humana possa se desenvolver. No meio do caminho, eles encontram formas de vida, chamadas simbiontes, e as trazem para o nosso planeta.

Carlton Drake (Riz Ahmed), criador da Fundação Vida, é acusado de arriscar vidas humanas em suas pesquisas, já que acredita que podem ser usadas como hospedeiras para esses simbiontes. Eddie Broke (Tom Hardy), que já havia investigado Drake, invade a fundação para descobrir a verdade sobre as experiências e entra em contato com uma dessas vidas extraterrestres: Venom. Assim começa a nossa história.



Filmes de origem podem ser um grande desafio. Infelizmente a direção de Ruben Fleischer e o roteiro de Jeff Pinkner, Scott Rosenberg, Kelly Marcel e Will Beall não conseguiram obter sucesso nessa missão. O primeiro problema que encontramos é o ritmo lento, até pelo desejo de apresentar esse anti-herói ao público que não está familiarizado com os quadrinhos. Focou-se muito em explicar Eddie Broke e quase nada em seu “parceiro” Venom.

O segundo problema é o estilo do longa. Lembra-se, em 2002, quando fomos as salas de cinema assistir Homem-Aranha com Tobbey Maguire? Os filmes de super-heróis não eram tão populares, logo, a preocupação com a estrutura era bem menor. Venom sofre pois chega em uma época onde o público está acostumado com a grandiosidade das poderosas Marvel e Disney, que investem cada vez mais em uma narrativa bem construída e atrativa.

O terceiro ponto pode criar divergências: o humor. Quem espera o Venom cruél e sanguinário, pode esquecer. Talvez até pelo público que eles querem atingir, o personagem tem um estilo sarcástico e até cativante. É possível lembrar vagamente da abordagem dada a Deadpool, outro anti-herói.

Sobre o elenco, é difícil resistir a Tom Hardy. Mesmo consciente de que esse, sem dúvida, é um marco negativo em sua carreira, ele tem uma presença muito cativante. Apesar de ser decepcionante ver Venom como uma espécie de bichinho de estimação raivoso, a interação entre Eddie Broke e o “parasita” é algo agradável e (quase) fofo.

Sobre Venom em si tudo ficou muito nebuloso. Desde sua origem até suas reais intenções. A motivação encontrada para lutar ao lado de Eddie Broke pelo planeta foi um grande furo de roteiro digno de “Martha” (Batman vs. Superman feelings). Possivelmente, em uma sequência o personagem mostrará uma intenção mais complexa.

Michelle Williams é uma atriz incrível, isso ninguém pode negar. Mas sua personagem é completamente dispensável em toda a trama. Ela apenas reforça a parceria entre o protagonista e o simbionte, mas não tem nenhum ato significativo.

Riz Ahmed é um ator muito agradável de se ver em tela, mas não consegue carregar o peso de um vilão. A forma como seu personagem foi criado pareceu caricata e muito alheia a toda a proposta do longa.

Falemos da parte técnica de Venom. Foi uma certa decepção ver o visual do anti-heroi que tinha sido tão elogiado no trailer. Ele apresenta uma textura diferente da que vimos anteriormente.

Sobre a trilha sonora, temos boas notícias. Com raps contagiantes, incluindo a música tema “Venom” do rapper Eminem, o público será contagiado nas cenas de ação.

Venom é um daqueles filmes que você não recusará, caso esteja passando na “Sessão da Tarde”. Na década passada ele seria um dos filmes que levariam filas para as salas de cinema. Entretanto, em tempos de Guerra Infinita e Mulher Maravilha, ele é um zé ninguém.

Observação: possui uma cena pós-crédito e um curta do Universo Aranha.

Distribuidora: Sony Pictures

Estreia: 04/10/2018

Personagens
Enredo
Efeitos especiais
Trilha Sonora
Nota dos Leitores:2 Votes2.55
3.7




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