X-Men: Apocalipse | Crítica 3
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X-Men: Apocalipse | Crítica

Uma nova geração de mutantes irá erguer o manto dos X-Men de uma maneira muito pouco empolgante.

X-Men: Apocalipse é o terceiro filme dessa nova franquia que a Fox começou com o Primeira Classe, mas é o primeiro com a nova linha do tempo que Dias de Um Futuro Esquecido trouxe. Prometendo trazer um dos vilões mais icônicos dois quadrinhos, muitos fãs estavam esperando ver mais um grande trabalho do diretor Bryan Singer. Infelizmente, passamos longe disso.

A história do filme não é diferente do que vimos nos trailers. Um antigo mutante, que era considerado um deus há muito tempo atrás, retorna na década de 90 para retornar o mundo a antiga glória dos mutantes. Apocalipse (Oscar Isaac) quer fazer com que apenas os fortes que reinem.

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O vilão em si não é ruim, na verdade, você consegue até se envolver com seu retorno e compra a ideia que os produtores quiseram criar através de Isaac. Mais forte do todos, ele começa a recrutar seus cavaleiros e encontra o Magneto (Michael Fassbender) num momento muito vulnerável  de sua vida. O relacionamento entre ele e o Professor Xavier (James McAvoy) sempre foi uma das peças fundamentais dos X-Men, principalmente com a química que os atores tem.

Eu queria muito tivesse acabado na metade. Tudo estava indo tão bem. Bryan começou a construir cada arco lindamente, conseguindo me deixar preso no assento. Eu estava gostando do modo doce como o Ciclope (Tye Sheridan) e até da Jean Grey (Sophie Turner).

Mas então tudo despencou. Não sei se o estúdio ficou no seu ouvido para colocar mais explosões e esquecer do desenvolvimento dos personagens, mas foi isso que ele fez. Apocalipse se tornou um vilão muito genérico e a batalha final pareceu mais um videogame bagunçado. No finael, ele não conseguiu equilibrar seus personagens. A Mística (Jennifer Lawrence), que muitos achavam que seria a personagem principal do filme, só estava lá pela fama da atriz, porque foi muito mal aproveitada.

O único personagem que você gosta do começo ao fim é o Mercúrio (Evan Peters). Ele continua o mesmo do último filme, ou seja, um jovem divertido e esperto que você adoraria ser amigo. A cena em que ele usa sua velocidade para salvar todos da explosão foi uma das melhoras. Sem sombra de dúvidas, ele foi nesse terceiro longa o que o Homem Aranha foi em Guerra Civil.

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No final, eu espero que os próximos filmes dos mutantes foquem um pouco mais nos personagens do que nos efeitos especiais de baixa qualidade. Se as lutas fossem boas eu não teria reclamado tanto. Eu ainda torço para que eles adaptem o arco da Fênix Negra da maneira certa.

Não posso deixar de falar do Wolverine (Hugh Jackman). Não tinha muito porque trazer o personagem de volta. Está mais do que óbvio que ele estava lá pela sua popularidade, mas a cena foi tão boa que conseguiu melhorar um pouco a situação do longa. 

Confira o trailer abaixo:

 [[youtube https://www.youtube.com/watch?v=3vYpPwBKJ28]]

 

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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