Descubra como Carrie Fisher ajudou a transformar a Princesa/General Leia em um símbolo para as mulheres 5
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Descubra como Carrie Fisher ajudou a transformar a Princesa/General Leia em um símbolo para as mulheres

Uma das coisas mais fodas que a Carrie Fisher fez como princesa Leia na trilogia clássica de Guerra nas Estrelas, foi estabelecer ela como alguém à altura dos homens da história, coisa e não era exatamente comum na ficção científica dos anos 70 (só um exemplo, peguem a Barbarella da Jane Fonda, sexualizada ao extremo). E isso foi um trabalho da própria Carrie na revisão dos diálogos do roteiro, e não propriamente do George Lucas.
 
No diálogo dessa página ela alterou alguns detalhes cruciais – e até sutis – que na tela mudaram muito a persona da Leia; como por exemplo em O Império Contra Ataca, originalmente o Han Solo checaria o diário de bordo da Millenium pra tentar lembrar onde eles estavam chegando (em Bespim) e a Leia se mostraria fascinada com a organização do cara. Carrie achou desnecessário e cortou essa fala.
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Em seguida vem uma fala em que o Solo reconhece como sendo o ~sistema do Lando~ e a Leia diria nunca ter ouvido falar desse sistema. A alteração da fala muda pra “eu nunca ouvi falar no sistema Lando” e automaticamente a Leia deixa de ser a princesa desinformada e fascinada por um cara, pra virar a princesa que tá à altura dele em esperteza e inteligência e sarcasmo.
 
Eu podia ficar por horas defendendo a importância da Carrie, a importância do trabalho dela contra o estigma da doença mental e como a Leia pavimentou o caminho pra mulheres fodas na ficção como Sarah Connor, Ellen Ripley ou a Alice de Resident Evil e etc, mas ninguém nunca colocou isso em xeque 🙂
 
Foi essa artista que o mundo perdeu, e é da General Organa que os fãs ficam órfãos. A Força tem sorte por ter se unido à Carrie.
 
via Gilberto Varis

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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