Uma das coisas mais fodas que a Carrie Fisher fez como princesa Leia na trilogia clássica de Guerra nas Estrelas, foi estabelecer ela como alguém à altura dos homens da história, coisa e não era exatamente comum na ficção científica dos anos 70 (só um exemplo, peguem a Barbarella da Jane Fonda, sexualizada ao extremo). E isso foi um trabalho da própria Carrie na revisão dos diálogos do roteiro, e não propriamente do George Lucas.
 
No diálogo dessa página ela alterou alguns detalhes cruciais – e até sutis – que na tela mudaram muito a persona da Leia; como por exemplo em O Império Contra Ataca, originalmente o Han Solo checaria o diário de bordo da Millenium pra tentar lembrar onde eles estavam chegando (em Bespim) e a Leia se mostraria fascinada com a organização do cara. Carrie achou desnecessário e cortou essa fala.
 
Em seguida vem uma fala em que o Solo reconhece como sendo o ~sistema do Lando~ e a Leia diria nunca ter ouvido falar desse sistema. A alteração da fala muda pra “eu nunca ouvi falar no sistema Lando” e automaticamente a Leia deixa de ser a princesa desinformada e fascinada por um cara, pra virar a princesa que tá à altura dele em esperteza e inteligência e sarcasmo.
 
Eu podia ficar por horas defendendo a importância da Carrie, a importância do trabalho dela contra o estigma da doença mental e como a Leia pavimentou o caminho pra mulheres fodas na ficção como Sarah Connor, Ellen Ripley ou a Alice de Resident Evil e etc, mas ninguém nunca colocou isso em xeque 🙂
 
Foi essa artista que o mundo perdeu, e é da General Organa que os fãs ficam órfãos. A Força tem sorte por ter se unido à Carrie.
 
via Gilberto Varis

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