Entrevista com Jo Nesbo, autor do livro Boneco de Neve 4
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Entrevista com Jo Nesbo, autor do livro Boneco de Neve

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Publicado no Metro

Músico, compositor e economista, o escritor norueguês Jo Nesbo foi também jogador de futebol antes de investir em romances policiais e ser reconhecido como um dos melhores autores do gênero. Suas tramas complexas e inteligentes protagonizadas pelo detetive Harry Hole sempre chegam ao topo da lista de mais vendidos nos países onde são publicadas. Inclusive no Brasil, onde acaba de lançar “Boneco de Neve”. Nesbo vive em Oslo, de onde torce para a Seleção Brasileira e falou ao Metro Jornal.

O que você acha de ter sido chamado de o “próximo Stieg Larsson”, sendo que você começou a escrever romances antes do que ele?
Acho que poderia ser pior. Eles poderiam ter me chamado de “o novo Dan Brown”.

Você é mais intuitivo ou cartesiano quando escreve? Conte sobre seus métodos.
Ambos. Minhas principais ideias são sempre apenas isso, ideias que parecem vir do nada. Algumas delas grudam e acabam como histórias, canções, contos ou romances. Mas quando eu as organizo em um romance, sou muito estruturado. Planejo e construo, desenho, organizo, reorganizo, faço o enredo funcionar. Só aí começo a escrever.

“Headhunters” foi seu primeiro livro a ser adaptado para o cinema. Por quê?
Provavelmente porque eu recusei as ofertas para adaptar a série de Harry Hole para o cinema durante muitos anos. Então, começaram a avaliar este livro em seu lugar. Eles me ofereceram tanto dinheiro que não poderia recusar, porque todas as minhas receitas de “Headhunters” vão para uma fundação que luta contra o analfabetismo em países do Terceiro Mundo.

Você disse que não iria vender os direitos dos livros de Harry Hole até que você tivesse terminado a série. Por que mudou de ideia com “Boneco de Neve”?
Eu sempre acrescentei: “Mas se Martin Scorsese me ligar, eu posso mudar de ideia”. Bem, ele o fez.

Você torce para o Mold, Tottenham e… Brasil, certo? O que acha da Seleção atual?
Como estudante de economia, escrevi minha tese sobre a quase inexistente exportação norueguesa para o Brasil apenas para ir ao seu país para assistir e jogar futebol. Acho que o Brasil vai recuperar seu domínio. Mais importante, porém, é que continue jogando à moda brasileira. O maior presente do Brasil para o mundo não foi a equipe que venceu nos EUA ou no Japão, foi aquela que perdeu na Espanha, em 1982.

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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