Orange Marmalade | Crítica do dorama 6
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Orange Marmalade | Crítica do dorama

Vampiros nunca saem de moda e na onda das releituras e live-actions temos um drama baseado no famoso mangá Orange Marmalade.

Apesar de não ser incomum dramas baseados em mangás na Coreia, e temos bons e famosos exemplos como Boys before flowers, City hunter e To the beautiful you, não é comum que isso ocorra com um anime de sucesso, afinal os filmes live-actions costumam acontecer no Japão, então eis a surpresa para todos os fãs do anime Orange Marmalade quando a Coreia não só produz uma série, como a faz com qualidade.Orange Marmalade | Crítica do dorama 7

Há duzentos anos um tratado foi assinado, um tratado que deveria fazer com que humanos e vampiros se aproxinassem, para que os vampiros pudessem viver livremente seguindo as leis da sociedade ao lado dos humanos. Contudo o que foi idealizado naquela época não é o que vem ocorrendo.

A família de Baek Ma Ri (Kim Seol Hyun) está sempre mudando de cidade e fazendo de tudo para esconder o fato de que eles são vampiros. Dessa vez ela quer viver uma vida pacata, se integrar com os colegas e terminar o colegial numa única escola, é com essa mentalidade que Baek Ma Ri sai de casa para enfrentar seu primeiro dia de aula. Que é frustado completamente ao chamar a atenção de Jung Jae Min (Yeo Jin Goo), o garoto mais popular de sua sala e escola.

Intrigado com a nova colega de sala, Jae Min não consegue parar de pensar e notar Ma Ri, o que leva ambos a inúmeras situações complicadas e difíceis de serem explicadas, mas mesmo assim Jae Min não percebe que a estranheza da jovem que ele parece gostar se deve ao fato de ela ser uma vampira, seres que ele não gosta muito por motivos bastante pessoais.

Entretanto tudo muda quando o segredo de Ma Ri é revelado e Jae Min percebe que para ficar com a garota que ele gosta, ele terá que enfrentar vários paradigmas, incluindo o seu preconceito com a espécie dela.

O que parece uma trama meio água com açúcar se revela algo a mais, pois no fim das contas não é uma jornada simples de aceitação da parte de Jae Min, acidentes acontecem e situações envolvendo as políticas vampiras e humanas são postas em jogo, decidindo destinos.

E para tornar tudo mais interessante o drama é dividido em três arcos, sendo o primeiro onde Ma Ri e Jae Min se conhecem e se apaixonam, terminando num momento decisivo para o casal de muitas maneiras, jogando questões fundamentais da sociedade em xeque e levantando outras tantas questões morais e mistérios.

Já no segundo arco temos uma volta no tempo e aí entramos no arco histórico, onde vamos entender o que houve e fez esse Tratado ser criado e finalmente assinado, revelando um pouco mais sobre o passado dos protagonistas e suas vidas passadas.

E então fechamos a trama no terceiro arco, voltando ao presente e encontramos nossos protagonistas abalados e fragilizados, onde passamos a entender um pouco mais de suas atitudes e a querer mudar algumas leis e pensamentos dos humanos para com os vampiros e vice e versa.

Esse é aquele tipo de drama que eu não esperava muito e acabei bem encantada, os protagonistas apesar de serem interpretados por dois atores jovens não deixaram a desejar no quesito atuação, mesmo a Ma Ri tendo uma atitude mais reservada e criticada por alguns acho que isso se diz mais a personagem dela do que a atuação da atriz.

A quebra temporal foi um fator que gostei bastante, pois introduz para muitos os dramas históricos e nos dá uma ideia do que esperar do gênero caso queira se aventurar por ele, o que é ótimo, nos faz expandir os horizontes e ainda nos dá o contexto histórico para a base dos acontecimentos futuros.Orange Marmalade | Crítica do dorama 8

E tem a questão dos vampiros também, os efeitos especiais não estão ruins, na verdade eu gostei bastante deles, e com certeza gostei do cenário e figurino, mas o que ganhou pontinhos comigo foi que os vampiros fazem sentido, isso é muito importante e foi bem feito, assim de longe é algo que me faz recomendar.

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Em suma, para fãs do anime aqui está uma ótima oportunidade de matar a saudade e ver com novos olhos esse trabalho. E para quem curte os presas longas e uma boa dose de romance adolescente fica a dica também!

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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