A série que conseguiu ir além dos livros

São poucos os trabalhos que conseguem ser tão bons quanto suas obras originais, menos ainda aqueles que os superam, o que foi o caso de The Magicians. A série baseada nos livros de Lev Grossman sobre o jovem mágico Quentin Coldwater (Jason Ralph) e sua jornada nos conflitos da terra mágica de Fillory surpreendeu bastante em sua 1° temporada e não deixou os fãs desapontados em sua segunda.

Com os amigos de Quentin caídos e Julia (Stella Maeve) fazendo um perigoso acordo com Martin Chatwin (Charles Mesure) parecia que as coisas só iriam piorar e meio que nos vimos num turbilhão de momentos. Cada personagem ficou imerso no seu próprio arco e fico muito feliz em dizer que cada arco foi muito bem feito e conseguiu se juntar com poucas falhas.

Cada um dos nossos protagonistas teve seu momento, ás vezes eu até esquecia que Quentin era o protagonista, e acho que nossos produtores, John McNamara e Sera Gamble, podem ter feito isso de proposito. Nesse ano tivemos mais um grupo em uma jornada do que um herói sendo acompanhado por seus amigos, algo que gostei bastante e deixou a história mais fluida. Muitos vão ter dificuldade em escolher seu arco favorito.

Infelizmente a série começou a se perder nos seus momentos finais, voltando a tona em seus dois últimos episódios. O final abriu diversas possibilidades que podem levar a série em direções que os fãs ficarão loucos para descobrir. Os atores, roteiristas e diretores estão de parabéns, conseguiram fazer um trabalho que se sustenta sozinho – sem precisar dos livros – e que consegue ser viciante em muitos momentos.

Queria poder falar mais da série, mas vou apenas dizer como gostei de ver Quentin evoluindo, as reviravoltas de eu relacionamento com Alice (Olivia Taylor Dudley) e os momentos de Eliot (Hale Appleman) e Margo (Summer Bishil) no reino. Essas foram as partes que mais me envolveram nessa jornada.

E que venha a 3° temporada.

 

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