Ficção científica em ação, e uma bela fenda dimensional.

Ficção científica, eis um tema algumas vezes recorrente nos dramas coreanos, principalmente se você for levar em conta os inúmeros casos de viagem no tempo e dramas com teor mais sobrenatural como ler mentes em I hear your voice e nem vou citar os mais comuns onde os vampiros, lobisomens e fantasmas ganham o palco. Contudo dimensões diferentes? Esse sim é um tema novo, e confesso que me deixou um pouco em dúvida se funcionaria… Foi uma grata surpresa!

O drama começa com o jovem Kang Chul (Lee Jong Suk) participando das Olimpíadas e a ganhando, assim se tornando um dos atletas mais novos e famosos de seu país. Pouco tempo depois sua família é misteriosamente assassinada e todas as provas apontam para ele, desesperado com a morte da família ele nem se dá conta de estar quase sendo condenado injustamente. 

Inimigos são feitos, anos se passam, a dor aumenta, a descrença também e Kang Chul é considerado inocente, mas isso importa? Ele está sozinho no fim das contas, ele quase acaba com tudo, mas a fome de vingança o alimenta e ele fará tudo para encontrar o verdadeiro culpado e levá-lo a justiça, é essa certeza que o move e desta forma anos se passam e Kang Chul se torna um herói nacional que investiga casos que a polícia não consegue resolver e para os bandidos que ninguém consegue.

Enquanto isso a médica Oh Yeon Joo (Han Hyo Joo) vive uma vida atribulada de residente no hospital, cair nas graças de seu professor é muito difícil e ele faz da vida dela um inferno, até descobrir que ela é filha do criador de W, um famoso manhwa coreano, e lhe pede spoilers do futuro de Kang Chul, pois o último episódio foi intenso demais.

Animada ela liga para Park Soo Bong (Lee Shi Un), o assistente de seu pai, só para descobrir que além de seu pai ter desaparecido sem maiores explicações ele estava desenhando a morte de Kang Chul antes de o fazê-lo. Preocupada com a pai e indignada com a morte de seu crush da infância, Oh Yeon Joo vai até o estúdio só para encontrar um cenário suspeito e Kang Chul desenhado claramente morto no tablet de seu pai.

Kang Chul está morrendo e pensando que não faz sentido morrer desse jeito quando por instinto ele puxa Oh Yeon Joo para dentro do manhwa e ela confusa e desesperada com o homem sangrando na sua frente coloca seus talentos médicos em ação e o salva no impulso e instinto.

Somente depois ela começa a perceber as coisas e notar as semelhanças e se dar conta de que de alguma forma ela está dentro de W, de que aqueles personagens na verdade são pessoas e de que ela não existe ali, não de verdade, assim quando a polícia chega para lhe confrontar o ápice do episódio ocorre e ela volta ao mundo real com o “continua” brilhando no ar.

Um episódio inteiro de W foi escrito e publicado sozinho e agora ela tem certeza de que não pode deixar seu pai matar Kang Chul de maneira alguma. Do outro lado Kang Chul não consegue parar de pensar no que houve no telhado, na jovem que o salvou, no seu sumiço repentino e no quanto ele tem certeza de que ela é a chave para os mistérios de sua vida.

Como podem ver a trama é bem complexa. É verdadeiramente a obra do criador ganhando vida! E isso é sensacional de tantas maneiras diferentes galerinha… Pois no início você se pergunta – e isso vale para Kang Chul se perguntando também – se ele é real sendo que ele foi criado, mas a verdade vai aparecendo e nos mostrando que mesmo que ele sempre teve momentos de liberdade de escolha. Ele existe, mas isso não muda o fato de haver uma crise pesada de identidade presente.


Quando Oh Yeon Joo descobre a verdade ela começa a transitar entre os mundos nos momentos mais estranhos e o interesse de Kang Chul nela não facilita as coisas, provocando os mais variados tipos de situações, pois no fim das contas ela o ama e não quer lhe contar a verdade de que ele vive dentro de um manhwa.

Contudo há claramente muitos elementos querendo que Kang Chul se dê mal ou nem mesmo viva e aos poucos fica impossível diferenciar realidade do manhwa, interesse de amor e problemas de morte iminente.

Como é comum na maioria dos dramas que possuem intrigas, assassinatos e muita investigação, há bastante romance e comédia para balancear os momentos mais densos, sem deixar todo o clima tenso para trás.

Os protagonistas – e deixo claro que eu AMO Lee Jong Suk, pois ele sempre está maravilhoso nos seus papéis – têm uma química maravilhosa e com toda certeza entrou para meus queridinhos do ano. Eles souberam mesclar tudo, todos os momentos estão ali, o amor, a discórdia, o drama, a comédia, a dor… meu Deus, teve momentos que eu quis entrar na tela e abraçar a Oh Yeon Joo! – nem comento do Lee Jong Suk porque é meio óbvio que isso ocorre também…

Mas isso não sufocou os problemas de Kang Chul em nenhum momento e isso foi um ponto positivo, mesmo quando eles tomam um decisão de partir o coração, pois significa que eles estavam comprometidos em resolver todas as pontas soltas.

Inclusive nos apresentando vilões inesperados e de dar um friozinho no estômago e despertar um ódio animalesco, o que é outro ponto positivo, os personagens secundários não deixaram de brilhar e complementar a trama em nenhum segundo.

Bem, este foi um dos dramas mais comentados do ano até agora e acredito que está nos favoritos de muitos e vai continuar assim por um tempo, afinal é bem merecido, quando vocês verem os efeitos visuais podem começar a pirar!!!

De qualquer forma eu mais que recomendo para todos porque esse drama tem de tudo! Garotos assistam sem medo, juro que tem uma pegada bem masculina… talvez seja mais correto dizer que não tem uma pegada bem feminina, isso soa melhor e mais condizente sobre o dorama. E fica a dica, W – Two worlds é um dorama exclusivo do Viki e pode ser assistido gratuitamente online.


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