Confira 15 curiosidades sobre “O Fantasma da Ópera” em seu 31º aniversário na Broadway

O musical “The Phantom of the Opera” completou 31 anos em cartaz na Broadway. São trinta e um anos sem pausas nas apresentações que acontecem de segunda a sábado e que garantem ao musical o título de musical com maior tempo em cartaz na Broadway.

Para se ter ideia, o segundo musical com maior tempo em cartaz é o revival de “Chicago”, em cartaz desde novembro de 1996, completando 22 anos e, logo em seguida, “The Lion King, com 21 anos, tendo sua primeira apresentação em novembro de 1997.




Confira uma lista com 15 curiosidades sobre esse espetáculo.

1) OS NÚMEROS

O musical celebra seu 31º aniversário e a produção está próxima de alcançar 13.000 apresentações em abril, tendo 18,5 milhões de espectadores em todos esses anos e com um faturamento superior a 1,1 bilhão de dólares, feitos nunca alcançados por nenhum outro show da Broadway.

2) O ELENCO

“The Phantom of the Opera” foi o maior gerador de renda e empregos na Broadway e na história do teatro dos EUA. Foram empregados mais de 400 atores durante as mais de três décadas na Broadway. Atualmente, Ben Crawford interpreta o Fantasma, Kaley Ann Voorhees é Christine e Jay Armstrong Johnson como Raoul. Também integram o elenco Laird Mackintosh como Monsieur André, Craig Bennett como Monsieur Firmin, Raquel Suarez Groen como Carlotta, Maree Johnson como Madame Giry, Carlton Moe como Piangi e Kelsey Connolly como Meg Giry. Eryn LeCroy é a alternante de Christine. Entre 2014 e 2015, o Fantasma foi interpretado por Norm Lewis, o primeiro negro a assumir o papel em Nova York. A cantora Sarah Brightman, então esposa de Andrew Lloyd Webber, foi a primeira Christine da Broadway, de janeiro a junho de 1988.

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Foto: Divulgação

3) OS FIGURINOS

No total são 230 figurinos e 111 perucas confeccionadas com cabelo humano e sintético, além de pelos de iaque. Como a história se passa em 1881, as roupas são de época, com confecção trabalhosa e rica em detalhes. Por isso, os figurinos são amplamente reaproveitados sempre que há alguma troca no elenco. Supõe-se que cada roupa já tenha sido usada por 10 atores diferentes — e algumas delas estão em uso há 20 anos.

4) A MÁSCARA

A famosa máscara que esconde o rosto deformado do Fantasma da Ópera é feita sob medida para cada um dos atores que interpretam o papel. Afinal, cada um tem suas diferenças no rosto como bochechas maiores, testa mais larga e por aí vai. Como trata-se de um adereço delicado (e de uso intenso), mais de 300 máscaras já foram confeccionadas nestes 31 anos de “The Phantom of the Opera”.

5) ININTERRUPÇÃO 

O espetáculo é apresentado oito vezes por semana, de segunda a sábado, com duas apresentações na quinta e duas no sábado. São duas horas e trinta minutos de espetáculo, com um intervalo de 15 minutos. A maior interrupção que o musical já sofreu foi em 2008, quando parou por quatro dias para que o sistema de som do teatro fosse modernizado.

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Foto: Divulgação

6) A CENA DO BARCO

A cena do barco do qual o Fantasma leva Christine pelos canais subterrâneos de Paris é uma das mais marcantes do espetáculo. Ele é funciona por um controle remoto sem fio que é operado por um técnico que está fora do palco. Nos primeiros anos do musical, esse equipamento sofria com a interferência das ondas dos rádios dos táxis que circulavam pela área do teatro e, sim, o barco já enguiçou várias vezes.

7) A CENA DO LUSTRE

O lustre que “cai” sobre a plateia no fim do primeiro ato é composto por seis mil peças e pesa uma tonelada. Assim como o barco, ele também já enguiçou e não despencou em algumas apresentações, inclusive no Brasil. Entretanto, como o espetáculo sempre deve continuar, há sempre um plano B, ensaiado pelos atores, para que a história seja contada de forma impecável.

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Foto: Divulgação

8) OS EFEITOS ESPECIAIS

Há quem diga que os efeitos especiais de “O Fantasma da Ópera” sejam simples e de fato são, quando comparamos com espetáculos mais modernos, como “King Kong”. Mas há muita magia que garante ao público uma catarse durante as apresentações, como a quantidade de gelo seco usada na cena do barco. Parece que a embarcação está mesmo flutuando sobre a água. Para alcançar este efeito, 180 quilos de gelo seco são usados por espetáculo. Nos 31 anos, já foram consumidas mais de 2,5 toneladas de gelo seco. Outro efeito, na mesma cena, são as velas acesas que surgem nessa água em pleno palco, deixando o público encantado. Truques de ilusionismo, pirotecnia e estroboscópicos também são utilizados nas apresentações.

9) A VERSÃO CINEMATOGRÁFICA

Em 2004, o musical foi às telas do cinema, com direção de Joel Schumacher. O ator Gerard Butler foi o escolhido para interpretar o Fantasma. A produção fez menos sucesso que o esperado, com arrecadação de 155 milhões de dólares, pouco mais que o dobro do que custou. A adaptação inicialmente seria feita em 1990, com Michael Crawford e Sarah Brightman como protagonistas. Entretanto, o divórcio entre Sarah e Andrew Lloyd Webber, que ocorreu no mesmo ano, fez com que o filme fosse adiado. O filme recebeu 3 indicações ao Oscar (Melhor Direção de Arte, Melhor Direção de Fotografia e Melhor Música (por “Learn to be Lonely”).

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Foto: Universal Studios

10) OS PRÊMIOS 

Das dez indicações para o prêmio Tony de 1988, O Fantasma da Ópera levou sete: melhor musical, direção, ator (Michael Crawford), atriz coadjuvante (Judy Kaye), cenário, figurino e iluminação. Curiosamente, as músicas de Andrew Lloyd WebberCharles Hart e Richard Stilgoe, com sucessos como “All I Ask of You” e “The Music of the Night”, não garantiram ao espetáculo o troféu de melhor score daquele ano (o prêmio ficou com Stephen Sondheim, por “Into The Woods”).

11) A INSPIRAÇÃO

Sarah Brightman, então esposa de Andrew Lloyd Weber, foi a inspiração de compositor para o musical de maior sucesso no mundo. A cantora também a primeira intérprete de Christine Daaé, tanto na produção da Broadway, quanto na produção de Londres. A atriz e cantora esteve no Brasil no final do ano passado para cinco shows em quatro cidades brasileiras.

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Foto: Arquivo Pessoal de Julia Santesso

12) AS ALTERAÇÕES

Muitas canções usavam nomes que foram posteriormente alterados, como “What Has Time Done to Me” (“Think of Me”), e “Papers” (“Notes”).

13) A SEQUÊNCIA

Em março de 2010, estreou no Teatro Adelphi, em Londres, o musical “Love Never Dies”, uma continuação de “The Phantom of the Opera”, com músicas de Andrew Lloyd Webber e Glenn Slater. A  história se passa na Nova York de 1907, onde o Fantasma se refugiou com Madame e Meg Giry após os eventos na Ópera de Paris. Seu empreendimento de sucesso na Coney Island corre muito bem, até o dia em que sua amada Christine, contratada por um misterioso empresário, aparece com Raoul e seu filho, Gustav, na cidade… O espetáculo dividiu a crítica e os fãs do musical, encerrando suas apresentações em Londres após pouco menos de três anos de apresentações, e fazendo com que os ambiciosos planos de uma estreia simultânea em Londres, na Broadway e na China fossem cancelados. Embora esteja atualmente em turnê em turnê pelos Estados Unidos, o espetáculo nunca chegou a estrear na Broadway.

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Foto: Divulgação

14) OS INGRESSOS 

Os ingressos na Broadway variam de US$ 29 a US$ 155, e em sessões esgotadas, é possível comprar ingressos por US$ 26,50 e assistir o espetáculo em pé. Sim, são os chamados standing rooms , e apesar de soar estranho, é uma prática comum na Broadway. Esses ingressos só podem ser adquiridos na bilheteria do espetáculo.

15) AO REDOR DO MUNDO

“O Fantasma da Ópera” já foi encenado em 15 idiomas, entre eles o japonês, o húngaro, o sueco, o russo e o coreano. No Brasil, estreou em 2005, no então Teatro Abril, em São Paulo, onde ficou em cartaz até 2007. Saulo Vasconcelos foi o responsável pelo papel de Fantasma, com Sara Sarres e Kiara Sasso altenando o papel de Christine Daaé. Em 2018, a produção retornou ao mesmo teatro, renomeado Teatro Renault, com Thiago Arancam e Leonardo Neiva alterando o papel do Fantasma e Lina Mendes e Giulia Nadruz alternando o papel de Christine Daaé. A temporada segue em cartaz até março de 2018. Vamos torcer para prorrogar, pois o sucesso aqui é tanto quanto na Broadway.

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Foto: Marcos Mesquita

Publicado no Mundo dos Musicais

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