Hoje é o Dia Internacional da Mulher, data em que todas as conquistas e lutas femininas são lembradas. Seja na ciência, seja no esporte, as mulheres deixam suas marcas na história e o Burn Book deseja homenagear isso. Por isso, confira a seguir oito mulheres que destacaram-se no entretenimento pelo ativismo ou pelo seu sucesso: 

 

  • Kathryn Bigelow

A categoria de “Melhor Diretor” na cerimônia do Oscar foi criada em 1977 e teve a diretora Lina Wertmüller como a primeira mulher indicada. De lá para cá, apenas cinco mulheres concorreram na categoria e apenas Kathryn Bigelow levou a estatueta pelo longa Guerra ao Terror.

 

  • Hattie McDaniel

McDaniel foi a primeira atriz negra convidada ao Oscar em 1940, mas foi impedida de sentar-se ao lado de seus colegas de elenco, uma exigência do estabelecimento onde a cerimônia foi realizada, já que negros não eram permitidos ali. Além disso, ela foi a primeiro afro-americana a ganhar um prêmio, no caso, “Melhor Atriz Coadjuvante” pelo longa …E o Vento Levou.

 

  • Taís Araújo

Taís Araujo, já admirada por seu trabalho, foi responsável por uma nova abertura de discussões sobre racismo e feminismo em nosso país. Em novembro do ano passado, a atriz chamou a atenção do país ao protagonizar uma palestra do movimento TEDx com o título “Como criar crianças doces num país ácido” onde ela mostrou sua relação pessoal com tais questões.

 

  • Leandra Leal

Leandra Leal, além de comandar o teatro Dulcina de Moraes no Rio de Janeiro, também expôs em 2017 o documentário Divinas divas. O longa-metragem que aborda o trabalho do grupo de travestis na década de 1960, levanta uma série de discussões sobre o que significa ser transexual.

 

  • Nina Simone

Muito mais que uma cantora incrível, Nina Simone foi uma ativista na década de 1960. Sua primeira música sobre o assunto foi Mississippi Goddam, que expressa toda sua raiva e indignação acerca da situação dos homens e mulheres negros dos EUA. A faixa era um hino político que deixava claro o objetivo de Simone de usar sua carreira como mais um instrumento em favor dos direitos civis.

 

  • Eliane Brum

Eliane Brum é jornalista, escritora e documentarista. Trabalhou 11 anos como repórter do jornal Zero Hora (Porto Alegre) e 10 como repórter especial da Revista Época (São Paulo). De 2009 a 2013 foi colunista do site da revista Época. Desde 2013 tem uma coluna quinzenal, em português e espanhol, no jornal El País. É também colaboradora do jornal britânico The Guardian. Segundo pesquisa realizada pelas agências Jornalistas & Cia e MaxPress, foi eleita como uma dos quinze jornalistas mais admirados pelo público brasileiro.

 

  • Ellen DeGeneres

A apresentadora Ellen DeGeneres assumiu ser homossexual durante uma cena do seu programa no canal americano ABC, Ellen, em 1997. A repercussão não foi nada boa na época, sua série foi cancelada porque os índices de audiência caíram e ela levou um bom tempo para conseguir se tornar uma das mulheres mais poderosas da TV americana, segundo ranking do site da Forbes. Em 2016, a apresentadora recebeu a Medalha da Liberdade diretamente do ex-presidente americano Barack Obama.

 

  • Daniela Vega

Daniela Vega, 28 anos, não só se tornou a primeira mulher transexual a apresentar um prêmio, como também assistiu ao cinema chileno fazer história: esta foi a primeira vez em que o país levou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro com o longa Uma Mulher Fantástica.

Apesar da conquista, Vega não pôde receber o prêmio de cidadã ilustre da sua cidade natal. O prefeito de Ñuñoa, um distrito de Santiago, disse que não poderia entregar o título porque nos documentos da atriz constam seu nome de nascimento, masculino.

A quem estaremos entregando o prêmio? Se temos a identidade de um homem, não podemos entregá-lo a uma mulher, disse o prefeito Andrés Zarhi.

A legislação do país ainda não permite a mudança de nome no documento, o que mostra como o assunto precisa ser discutido e compreendido, não só no Chile.

Bom, se fosse possível, apontaríamos vários e vários nomes de mulheres que marcaram o entretenimento. Infelizmente isso não é possível, mas esperamos que com essa matéria você fique com curiosidade de saber mais sobre quem lutou ontem para que tivéssemos nossa realidade hoje. E mais, esperamos que entendam a razão pela qual temos que continuar a buscar nossos direitos hoje para as mulheres de amanhã.


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