Olá, leitores do Burn Book, hoje irei falar um pouco sobre distopia, que é a "onda" literária do momento, mas, ao que parece não é passageira, garanto que ficará por um bom tempo.
 

Segundo o Wikipédia Distopia ou antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma "utopia negativa". As distopias são geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo, por opressivo controle da sociedade. Nelas, caem as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. A tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, seja de instituições ou mesmo de corporações.

Distopias são frequentemente criadas como avisos ou como sátiras, mostrando as atuais convenções sociais e limites extrapolados ao máximo. Nesse aspecto, diferem fundamentalmente do conceito de utopia, pois as utopias são sistemas sociais idealizados e não têm raízes na nossa sociedade atual, figurando em outra época ou tempo ou após uma grande descontinuidade histórica.

Uma distopia está intimamente conectada à sociedade atual. Um número considerável de histórias de ficção científica que ocorrem num futuro próximo do tipo das descritas como "cyberpunk", usam padrões distópicos de uma companhia de alta tecnologia dominando um mundo em que os governos nacionais se tornaram fracos. 

 

Em outras palavras distopia é uma nação controlada, muitas vezes por meio de tecnologia e subjugada por um governo totalitário, uma sociedade controlada e oprimida são as bases do universo distópico. A distopia ,muitas vezes, é usada como sátira/crítica ao momento em que vivemos como na conhecida obra literária Jogos Vorazes (The Hunger Games) onde há uma critica clara: pessoas passam fome e o mundo só quer saber de Reallity Shows, em THG anualmente acontecem Os Jogos Vorazes ,que é um evento televisionado, no inglês seria "Jogos da Fome", nele são escolhidos uma menina e um menino de cada distrito, e eles devem lutar até a morte em uma arena, que pode variar de um deserto a uma floresta…

Jogos Vorazes chega aos cinemas em 23 de março.
 
 

Podemos encontrar distopias tanto na literatura quanto no cinema, como no filme O Preço do Amanhã (In Time), nesta sociedade as pessoas nascem com um contador no braço, as pessoas param de envelhecer aos 25 anos e o tempo vira moeda de troca já que o tempo começa a acabar e as pessoas devem correr atrás de mais tempo, mas os ricos tem mais de mil anos enquanto os pobres tem apenas horas…Não parece justo, mas é exatamente isso que o filme mostra. Misturado à ficção cientifica In Time é uma ótima distopia com uma crítica realista e que choca pela mensagem.

 

Também no cinema está a distopia Gamer, essa é uma das melhores distopias que já vi, é parecido com The Hunger Games por se tratar de um tipo de Reallity Show , mas vai mais além, pois nessa história um único homem consegue subjugar uma nação, usando tecnologia, em Gamer o mundo vive um momento onde as pessoas podem ser controladas por meio de um nano chip (?), o nano chip substitui as placas que controlam os nossos movimentos e por meio disso as pessoas podem ser controladas, inicialmente o criador desse nano chip (vou chamar de nano chip, me perdoem se eu estiver errada faz tempo que assisti e não lembro) construiu um jogo onde os personagens são humanos, as pessoas são pagas para "atuarem" e outras pessoas pagam para controlar.

 

Até que chega o novo e inovador jogo Slayers onde prisioneiros condenados à morte recebem uma segunda chance, eles podem escolher entra morrer ou entrar no jogo e se conseguir passar pelos 30 níveis vivo ele pode sair livre… Eu sei, essa é uma história bem complicada, mas basicamente é essa a ideia central de Gamer. Cadê o livre arbítrio? Ser controlado por dinheiro, jogar com vidas humanas, será que o mundo está tão depravado que chegou ao ponto de querer jogar com vidas humanas? Bem, este é um filme que levanta vários parênteses, vai muito além do jogo em si, ele fala de como um governo pode ficar aos pés de um único homem (nesse caso o criador do jogo/chip) e como o dinheiro aparentemente consegue comprar tudo. 

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Na literatura encontramos uma gama muito grande de livros distópicos, tantos que seria difícil citar 1/3 deles.

– Destino – Ally Condie

Cassia tem absoluta confiança nas escolhas da Sociedade. Ter o destino definido pelo sistema é um preço pequeno a se pagar por uma vida tranquila e saudável, um emprego seguro e a certeza da escolha do companheiro perfeito para se formar uma família. Ela acaba de completar 17 anos e seu grande dia chegou: o Banquete do Par, o jantar oficial no qual será anunciado o nome de seu companheiro. Quando surge numa tela o rosto de seu amigo mais querido, Xander – bonito, inteligente, atencioso, íntimo dela há tantos anos -, tudo parece bom demais para ser verdade.Quando a tela se apaga, volta a se acender por um instante, revelando um outro rosto, e se apaga de novo, o mundo de certezas absolutas que ela conhecia parece se desfazer debaixo de seus pés. Agora, Cassia vê a Sociedade com novos olhos e é tomada por um inédito desejo de escolher. Escolher entre Xander e o sensível Ky, entre a segurança e o risco, entre a perfeição e a paixão. Entre a ordem estabelecida e a promessa de um novo mundo. 

– 1984 – George Orwell
 
1984 não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em 1984 , o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.


– Admirável Mundo Novo – Aldous Huxley

Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável mundo novo" é um dos livros mais influentes do século 20.

– Feios – Scott Westerfeld

Tally está prestes a completar 16 anos, e ela mal pode esperar. Não por sua carteira de motorista – mas para se tornar bonita. No mundo de Tally, seu aniversário de 16 anos traz uma operação que torna você de uma horripilante pessoa feia para uma maravilhosa pessoa linda e te leva para um paraíso de alta tecnologia onde seu único trabalho é se divertir muito. Em apenas algumas semanas Tally estará lá. Mas a nova amiga de Tally, Shay, não tem certeza se ela quer ser bonita. Ela prefere arriscar sua vida do lado de fora. Quando ela foge, Tally aprende sobre um lado totalmente novo do mundo dos bonitos – que não é tão bonito assim. As autoridades oferecem a Tally sua pior escolha: encontrar sua amiga e a entregar, ou nunca se transformar em uma pessoa bonita. A escolha de Tally faz sua vida mudar pra sempre.

Por que distopias estão em alta? Bem, não sei ao certo, mas tenho a teoria de como estamos no "fim do mundo" as pessoas estão mais catastróficas. Distopias nos fazem pensar, uma boa distopia DEVE fazer o leitor/expectador pensar, do contrario não terá alcançado seu objetivo. Então, podemos dizer que vivemos uma revolução e como, até inconscientemente, estamos mais sensíveis às mudanças do mundo, pensar em um mundo onde a tecnologia pode tudo, inclusive aprisionar nosso livre arbítrio é muito surreal, mas é possível.

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Distopia é Ficção cientifica?
 

– Mas distopia é ficção-cientifica?

Sim e não, distopia vêm sempre acompanhada de uma crítica social, de uma sede de libertação, e sim, é ficção-cientifica também por conter, como eu disse sobre Gamer, um recurso tecnológico impensável no nosso tempo, como no caso o chip que controla as pessoas.

Mas na ficção-cientifica não é necessário haver uma crítica social, pode ser simplesmente um livro/filme cheio de ação e recursos, ou falar sobre uma grande ameaça nuclear que transformou as pessoas, animais e etc…

– A série Gone de Michael Grant é uma distopia?
Não, é um livro que causa estranhamento e nos faz pensar, mas não é distópico, pois não há uma crítica social e um governo opressor, nada mudou no universo de Gone, fora o fato de todas as pessoas maiores de 14 anos terem desaparecido, aqui não encontramos tecnologia, mas encontramos um recurso muito conhecido na ficção-cientifica que é: a mutação. Mas Ficção-cientifica é um assunto para outra postagem.

– Então, a série Feios é uma ficção-cientifica e uma distopia?
Sim, no universo de Feios a critica é baseada na aparência e em como uma sociedade pode ser controladora ao ponto de tornar todos os seres parecidos, aqui nos encontramos uma sociedade extremamente controlada e oprimida, mas no caso, poucos percebem os estragos que o governo fez, já que a beleza é o que importa. E sim, tem muita ficção-cientifica, novamente nos deparamos com os recursos tecnológicos impensáveis…

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Bom, agora acho que quem estava com dúvidas sobre distopias, pôde conhecer bastante do gênero que promete muito para o ano de 2012, e só para lembrar em 2012 serão lançados muitas distopias tanto no Brasil quanto no exterior, como Delírio de Lauren Oliver pela Intrínseca, Divergente pela Rocco e Under de Never Sky que foi lançado pela Atom, entre muitos outros lançamentos…


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Imagens e fonte: Google, Skoob, Omelete e Wikipédia
 
Post by: Babi Ever

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