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Especial: Faz bem ler romances

Publicado em Super Interessante

 

Deixa você com a cabeça mais aberta, sem preconceitos.

 

Foi o que concluiu um grupo de pesquisadores da Universidade de Toronto. Eles dividiram 100pessoas em dois grupos: um deles teve de ler histórias de ficção, de autores como Wallace Stegner e Jean Stafford, enquanto outros leram ensaios sobre ciência, beleza, literatura ou comportamento (de autores como Freud ou Burroughs).

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Depois, todos passaram por testes psicológicos para medir quanto gostavam (e precisavam) decertezas e estabilidade. Tiveram de dizer, por exemplo, se concordam pouco, muito ou nada com afirmações do tipo “eu não gosto de situações incertas” e “eu desgosto de questões que têm várias respostas diferentes”. E, olha só, quem havia lido os romances parecia mais aberto à ambiguidade e incertezas.

É que ler romances faz você entrar num outro mundo – e abre sua cabeça. Aí você conhece equestiona outras realidades, mas sem a necessidade de tomar decisões, de ter certezas sobre questões polêmicas. “O leitor pode até pensar como pessoas que ele nem gosta. Você pode simpatizar com Humbert Humbert, de Lolita, não importa quão ofensivo alguém pode achá-lo”, explica  Maja Djikic, autor da pesquisa. “O leitor pensa através de outros eventos, sem se preocupar com urgência e permanência, e, então, pensa de jeitos diferentes do que até ele mesmo está acostumado a pensar – e isso produz um efeito que abre sua mente”, conclui.

Viu só que beleza?

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Guilherme Cepeda
Guilherme Cepeda é podcaster, blogueiro e escritor. Pós-Graduado em Marketing e apaixonado por tecnologia e literatura desde sempre, em 2010 resolveu criar um blog para compartilhar sua opinião com os amigos. Jamais imaginaria que o projeto chegaria tão longe, tornando-se hoje o Burn Book, um dos maiores portais de literatura jovem do Brasil. Escreveu em co-autoria os livros da série Minha Vida, e em seu trabalho mais recente, já pela Editora Burn Books, publicou o conto “Estarei em Casa para o Natal” na antologia que leva o mesmo nome, também foi publicado em outras antologias pelas Editoras Wish, Villa-Lobos e Rouxinol. Guilherme é co-criador do Podcast “BurnCast”, o qual é responsável pela edição, pós-produção e roteiro há mais de um ano.

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1 Comment

  1. Bom ter um estudo comprovando, mas já dava pra perceber rsrs

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