Quem é mais criativo, os leitores assíduos ou viciados em videogames? Para a escritora Lucy Prebble, os videogames estimulam mais a criatividade do que os livros. Ela é conhecida por atacar o estereótipo popular que vê adolescentes que jogam videogame como sedentários que passam seus dias atirando em inimigos virtuais enquanto comem Doritos ou batata frita.

A escritora afirma que jogar videogame requer um maior envolvimento e mais contribuição criativa do que ler um livro ou assistir um filme, e também oferece mais oportunidades para ser ativo e sociável.

Ao invés de serem vistos como vilões, os games devem ser vistos como uma forma de arte, pois aumentam nossas emoções e estimulam nossa criatividade, de acordo com Prebble. Ela alertou que existe um “terror da classe média” quanto aos games, porque eles são geralmente associados ao ócio, obesidade e sedentarismo. Muitos pais também têm receios sobre o conteúdo violento de alguns jogos.

Prebble disse que videogame é parecido com o ato escrever, atividades criativas muito diferentes de ver filmes ou ler livros. Nos jogos, as pessoas têm que tomar decisões e influenciam na história. Além disso, games possibilitam mais sociabilidade, pois é possível jogar videogame com várias pessoas, ao contrário da leitura, que é uma atividade solitária.

Os videogames têm sido frequentemente acusados de uma série de questões negativas, incluindo os níveis de obesidade, violência, comportamento antissocial entre adolescentes e o declínio nas tradicionais atividades ao ar livre. Professores também manifestam preocupação de que ficar acordado até tarde jogando pode prejudicar o desempenho escolar das crianças.



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Essa má reputação dos videogames ignora que a maioria dos jovens da mesma idade joga os mesmos jogos, mas não confundem a ficção com realidade, argumentou a escritora. Existe muito medo por trás dos videogames, mas eles sem dúvidas podem ser interessantes para o desenvolvimento criativo.

 
Publicado originalmente no HypeScience – Fonte

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