Leia um trecho de Cidade nas trevas, novo livro oficial de Stranger Things

Os fãs de Stranger Things, uma das séries mais famosas da Netflix, vão poder matar as saudades de um personagem muito querido: o chefe de polícia Jim Hopper.

No segundo livro do universo expandido da série – Cidades nas trevas –, Hopper e Eleven estão celebrando o primeiro Natal da menina. Ao descobrir uma misteriosa caixa etiquetada como Nova York, El pergunta ao pai o que aquilo significa. O resultado é uma viagem incrível ao passado de Hopper, no final da década de 1970, quando ele trabalhou na divisão de homicídios da polícia de Nova York e correu perigos inimagináveis para capturar um implacável serial killer.



O livro chega às livrarias no dia 14 de fevereiro, mas você pode conferir um trecho inédito aqui:

Hopper se levantou, foi até a cozinha e ligou a cafeteira, uma relíquia que tinha encontrado em um dos armários e que, surpreendentemente, funcionava muito bem. Assim que começou a encher o compartimento de água, ouviu um baque.

El estava de pé, limpando as mãos na calça jeans. Na mesa, havia uma grande caixa de arquivo, rotulada com duas palavras escritas à mão:

NOVA YORK

Hopper não via aquela caixa havia anos, mas sabia muito bem o que guardava. Retornou à mesa, puxou a caixa e olhou para El.

— Não sei se é uma boa ideia…

— Você disse que podemos conversar sobre outra coisa. — Ela apontou para a caixa. — Outra coisa.

Pelo olhar e pelo tom de voz de El, Hopper sabia que, dessa vez, ela não daria o braço a torcer.

Certo. Nova York. Hopper se sentou e olhou a caixa. Pelo menos, era uma história mais recente.

Será que ela estava pronta?

Ou melhor, será que ele estava?

El se sentou à mesa, e Hopper tirou a tampa da caixa. Dentro, havia uma série de documentos desorganizados, com uma pasta parda no topo, atada com dois elásticos vermelhos.

Ah.

Ele enfiou a mão na caixa e, sem tirar a pasta dali de dentro, puxou os elásticos e abriu o documento. Uma grande foto em preto e branco o encarava — um cadáver numa cama, com uma camisa branca ensopada de sangue.

Hopper fechou a pasta, fechou a caixa e se sentou de volta. Olhou para El.

— Acho que não é uma boa ideia.

— Nova York.

— Olha, El…

De repente, a tampa da caixa se abriu sozinha. Surpreso, Hopper então encarou El. A expressão dela estava firme, imóvel, determinada.

Ele estalou o pescoço.

— Tá bom, tá bom! Você quer saber de Nova York, você vai saber de Nova York.

Ele puxou a caixa para mais perto. Dessa vez, ignorou a pasta parda e tirou o objeto que estava embaixo: uma grande carta de baralho, selada em um saco plástico, grampeado a uma ficha com o detalhamento da evidência.

Hopper fitou a carta — não tinha nenhuma característica marcante —, então virou o saquinho e colocou a ficha para trás. O verso da carta tinha apenas um símbolo, aparentemente desenhado à mão, com um traço preto e grosso: o contorno de uma estrela de cinco pontas.

— O que é isso?

Hopper ergueu o rosto. A menina estava de pé, debruçada sobre a caixa, curiosa. Ele tirou a caixa da frente dos dois e ergueu o cartão.

— É só uma carta de um jogo bobo — respondeu, rindo. De repente, sentiu o riso entalar na garganta e estudou de novo o símbolo. — Um jogo que você tiraria de letra.

El se sentou, encarando Hopper com um brilho no olhar.

— Um jogo?

— Calma. Uma coisa de cada vez.

Hopper baixou a carta, tirou a caixa de cima da mesa e a colocou no chão, ao lado de sua cadeira. Ainda ignorando a pasta com a foto, pegou uma pilha de documentos. No topo, encontrava-se uma carta de louvor do detetive-chefe do Departamento de Polícia de Nova York.

Hopper leu a data: Quarta-feira, 20 de julho de 1977. Respirou fundo e olhou para El.

— Antes de ser delegado em Hawkins, eu trabalhava na polícia de Nova York. Era detetive na divisão de homicídios.

A menina repetiu a palavra estranha.

— Ah, sim — disse Hopper. — Homicídio significa assassinato.

A menina arregalou os olhos.

Hopper bufou, temendo ter aberto a Caixa de Pandora.

— Bom, no verão de 1977, aconteceu um negócio muito estranho…

via intrinseca

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