Olá, leitores do Burn Book. A Editora Intrínseca vem se destacando como uma das Editoras com mais títulos no top de vendas e nas estantes dos leitores do Brasil. A Folha de S.Paulo publicou uma matéria com um pouco dessa história de sucesso.

 
 
Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo Na entrada da Intrínseca, no terceiro andar de um pequeno edifício da Gávea, no Rio, um painel agrega 24 capas tamanho família de títulos lançados desde a estreia da editora, nove anos atrás.
 
Boa parcela, como “Amanhecer”, de Stephenie Meyer, e “Um Dia”, de David Nicholls, teve longa estadia nas listas de mais vendidos. Outros foram muito bem recebidos pela crítica, caso dos premiados “Precisamos Falar sobre o Kevin”, de Lionel Shriver, e “A Visita Cruel do Tempo”, de Jennifer Egan.
 
O empresário carioca na entrada da editora, em prédio na Gávea

Não há ali nenhuma capa da série “Cinquenta Tons”, lançada em julho e que fechará o ano com anunciados 2,5 milhões de cópias vendidas –o que deve deixá-la à frente de editoras como Sextante, Record e Companhia das Letras em faturamento em 2012.

Não que Oakim ache que a trilogia erótica de E.L. James destoe de alguma maneira do catálogo que considera, “sem querer ser pretensioso, um dos mais legais do país”. O editor fica genuinamente ofendido com o desdém da crítica em relação à autora. “Tem muito best-seller que eu não publicaria, mas ‘Cinquenta Tons’ tem algo novo.


Muita gente diz que ‘Trópico de Câncer’ [de Henry Miller] é uma literatura erótica melhor, mas não consegue passar da décima página.” Esse conjunto incomum de obras comerciais e literárias sob uma mesma marca –e num enxuto catálogo de 213 títulos em nove anos– fez não só a Intrínseca virar uma das maiores editoras do país como chamou a atenção do mercado para Jorge Oakim.

“Ele é o maior craque que apareceu em muitos, muitos anos”, diz Luiz Schwarcz, editor da Companhia das Letras. A agente literária Luciana Villas-Boas resume o que “muitos, muitos anos” quer dizer: “Desde que Luiz fundou a Companhia, em 1986, não aparecia um editor com tanta visão”.

“A verdade é que todo editor hoje queria ser ele”, ironiza Ivan Pinheiro de Machado, da L&PM. É verdade também que esse economista, que até pouco tempo atrás era peixe fora d’água no mercado editorial (Oakim gosta de contar como era infeliz, até 2002, atuando no mercado financeiro), vem causando incômodo. Com a filosofia de apostar em “poucos e bons” títulos, Oakim faz lances agressivos quando vê potencial de venda –conta com dois bons “scouts” (olheiros) internacionais para ajudá-lo nisso.

Por “Cinquenta Tons”, ofereceu US$ 780 mil, enquanto um hit como “O Caçador de Pipas” era comprado pela Nova Fronteira por meros US$ 12 mil sete anos atrás. “O fato de os leilões estarem mais caros é consequências do aumento das vendas de livros e da leitura no país. Isso é positivo para todos”, argumenta.


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